Sermão A RESTAURAÇÃO DA VERDADE
(Alberto Ronald Timm)
INTRODUÇÃO
O estudo das profecias
bíblicas é uma das marcas distintivas do povo adventista. Foi o estudo das profecias bíblicas que deu origem
ao movimento adventista, no século
passado! . . . E hoje nós temos essa inestimável herança, deixada pela fé profética dos nossos pais . . . E,
como um povo, cremos que o nosso início deu-se em cumprimento das profecias
bíblicas! . . . Que herança maravilhosa!
E hoje, nós vamos analisar juntos alguns aspectos da
2ª visão profética do profeta Daniel, que está registrada no cap. 8 do seu livro, o livro de
Daniel...
{getButton} $text={Baixar sermão(.DOC)} $icon={download} $color={Hex Color}
I – A 2ª VISÃO DO PROFETA DANIEL
– Dan. 8:1-9
A – A Época e o Local da Visão
a) "No ano terceiro do reinado de Belsazar" (v.
1)
–
Cerca de 551 AC, quando Daniel estava com 72 anos de
idade. (A.A. Nepomuceno. DANIEL, Vida,
Obra e Contexto Histórico. São Paulo, IAE, gráfico cronológico)
b) "depois daquela que eu tivera a princípio"
(v. 1)
– A 1ª
visão de Daniel ocorrera 2 anos antes,
em 553 AC – Daniel 7; e esta era a
sua 2ª visão. (Ibidem)
c) "na cidadela de Susã, que é província de Elão"
(v. 2).
– Susã
estava situada no sudoeste da Pérsia
e, "de acordo com o historiador grego Xenofonte, os reis persas posteriormente
usavam a cidade como uma residência de
inverno, e passavam o resto do ano em Babilônia ou em Ecbatana." (SDABC, sobre Daniel 8:2).
– E foi também "na cidadela de Susã", onde estava localizado
o trono do rei Assuero (Xerxes), que
ocorreu a célebre história da rainha
Ester. (Ester 1:2).
d) "junto ao rio Ulai"
– "O rio passava por Susã na direção do sul e do sudeste, e
desaguava no rio Karun." (SDABC,
sobre Daniel 1:2).
– Esse é o
contexto da visão.
B – A Descrição da Visão
1º) Um
carneiro com dois chifres – vv. 3 e 4
2º) Um bode
com um chifre notável – vv. 5-7
3º) Um chifre
grande – v. 8
4º) Quatro
chifres notáveis – v. 8
5º) Um chifre pequeno que
saiu de um dos 4 e cresceu muito – v. 9
II – O SIGNIFICADO DA VISÃO
Depois de haver tido a visão, Daniel quis saber
também o seu significado: - Dan. 8:15.
1º) CARNEIRO – Medo Pérsia – 539-331 AC – vv. 3
e 4
a)
"dois chifres"
– "os reis
da Média e da Pérsia" (v. 20)
b)
"um mais alto do que a
outro; e o mais alto subiu por último" – a Pérsia
– "Embora se tenha levantado posteriormente à Média, a Pérsia tornou-se o poder dominante,
quando Ciro derrotou Astíages da Média
em 553 ou 550. Os Medos, contudo, não foram tratados como o inferior ou
subjugado, mas sim, como confederados." (SDABC, sobre Dan. 8:3)
c) "dava marradas":
– "para o ocidente" – Ciro conquistou a Lídia
em 547 AC;
– "para o norte" – Ele conquistou Babilônia em
539 AC;
– "para a sul" – Cambises,
filho de Ciro, estendeu as conquistas na direção do sul até o Egito e Etiópia
em 525 AC. (SDABC, sobre Dan. 8:4).
2º) BODE – Grécia – 331AC – Dan. 8:21 p.p. – v. 5
a) "vinha do ocidente" – A Grécia situava-se a
ocidente do Império Persa.
b) "sem tocar no chão" –
Significa com grande velocidade, o
que representa a rapidez e perfeição
espantosas das conquistas de Alexandre. (SDABC,
sobre Dan. 8:5).
3º) CHIFRE GRANDE – Alexandre – Dan. 8:21 u.p.
a)
"o primeiro rei"
– Isto é, o primeiro grande rei da Grécia, que foi Alexandre o Grande. – vv. 5-8
b)
"enfurecido" –
"A linguagem deste verso retrata a inteira sujeição da Pérsia a Alexandre.
O poderio do império foi completamente despedaçado. O país foi arrebatado, os
seus exércitos fragmentados e dispersos, as suas cidades saqueadas. A cidade
real de Persépolis, cujas ruínas ainda existem como um monumento do seu antigo
esplendor, foi destruída, pelo fogo." (SDABC,
sobre Dan. 8:7)
c)
"se engrandeceu
sobremaneira" – v. 8. Foi o império mais extenso do mundo antigo
até aquele tempo.
d)
"na sua força
quebrou-se-lhe a grande chifre" – "Alexandre tinha grandes planos como a
reorganização do governo e uma expedição à Arábia mas, encontrando-se na
Babilônia, adoeceu gravemente. . . Os remédios comuns não foram capazes de
ajudá-lo. Seu corpo estava enfraquecido pelo trabalho e pelos excessos, e ele
perdeu as forças rapidamente...
Alexandre morreu em 13 de junho de 323 AC."
(Enciclopédia Delta Universal,
vol. l, p. 270)
– Ele morreu com cerca de 33
anos de idade.
4º) 4 CHIFRES – 4 reinos – Dan. 8:22 – v. 8
a)
Após a morte de Alexandre, "seu única filho era
apenas uma criança, mas o seu reino permaneceu ainda unido por uns poucos anos,
nas mãos de seus generais. Em pouco tempo estes começaram a se desentender e, por volta de 311 AC, o império foi
repartido entre os seus sucessores." (Enciclopédia
Delta Universal, vol. l, p. 271)
b)
"Ptolomeu ficou
com o Egito, também Palestina e parte da Síria; Cassandro, ficou com a Macedônia, com soberania nominal sobre a
Grécia; Lisímaco ficou com a Trácia e
uma ampla parte da Ásia Menor; e Seleuco
ficou com o bojo do que fora o Império Persa – parte da Ásia Menor, norte da
Síria, Mesopotâmia e o oriente." (SDABC,
sobre Dan. 7:6).
c)
E dessa divisão do reino entre os quatro generais de
Alexandre (Cassandro, Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu), surgiram: Roma, Grécia,
Síria e Egito. (Enrique Berg – ver Est. Bíblico VII)
5º) CHIFRE PEQUENO – Um rei – Dan. 8: 23 – v. 9
– A Bíblia não identifica esse rei pelo nome, mas diz o que haveria de
fazer:
a) "se tornou muito forte":
– "para o
sul" – o Egito
– "para o
oriente" – o Império Selêucida
– "para a terra
gloriosa" – a terra da Palestina, ou, mais especificamente,
Jerusalém
– É o único
poder governante que sucedeu às 4 divisões do Império Grego (de Alexandre) e
que se expandiu "para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa"
v. 9), cumprindo assim a expectativa bíblica, foi Roma – tanto na sua fase imperial-pagã,, corno também na sua fase papal:
– O Egito foi por muito
tempo um protetorado não oficial de Roma, até que se tornou, em 30 AC, uma
província romana.
– O Império Selêucida perdeu
as suas terras mais ocidentais para Roma, ainda em 190 AC, e finalmente
tornou-se a província romana da Síria em 65 AC, ou pouco depois.
– E a Palestina foi incorporada ao Império
Romano em 63 A C.
b) "Grande é a seu poder, mas não por sua própria
força" (v. 24)
– Quem lhe dá
esse poder?
– Apoc. 13:2
ú.p. (Satanás)
– Com o
objetivo de :
1º) Destruir o povo Santo. – Dan. 8:10 e 24
– "Este poder perseguiu mesmo à morte àqueles que se opuseram às
suas pretensões blasfemas. . ." (SDABC,
sobre Dan. 8:24)
2º) Levantar-se contra Jesus e
engrandecer-se em Seu lugar. – Dan. 8:11 e 25
– "Foi um governador romano que sentenciou Cristo à morte. Mãos
romanas pregaram-No na cruz, e uma lança romana furou o Seu lado." (SDABC, sobre Dan. 8:25)
– Impondo um sistema visível de perdão, mediação e salvação, em lugar
do "sacrifício costumado", ou seja, do ministério sacerdotal de
Cristo no santuário celestial. – Tim. 2:5
3º) Deitar por terra a verdade – Dan. 8:12
4º) Tentar mudar a lei de Deus. – Dan. 7:25
(Nota: –
Descrever essa tentativa e mostrar a Lei
na Bíblia, em Êxodo 20, e no Catecismo,
conforme está no verso do Est. Bíblico VIII)
III – "ATÉ QUANDO.. . ?"
a) Qual a pergunta que surgiu
então? – Dan. 8:13 ("Até quando. . .?")
– A expressão "até quando?" é
uma reivindicação de juízo a favor dos santos.
b) Qual a
resposta? – Dan. 8:14
– Ao acabarem essas "2.300 tardes e manhãs", dois grandes
eventos deveriam ter lugar:
1º) Na Terra, a verdade haveria de ser restaurada;
2º) No Céu, o Santuário, haveria de ser purificado.
CONCLUSÃO
A Bíblia apresenta as profecias como uma força restauradora
da verdade e um guia seguro para o povo de Deus. Ela diz :
–
Prov. 29:18 (a falta de profecias)
–
II Crôn. 20:20 u.p. (o valor das profecias)
–
Amós 3:7 (a razão das profecias)
Portanto, a
restauração da verdade que deveria ocorrer na Terra está intimamente ligada às profecias
bíblicas.. .
E que o Senhor
nos abençoe a todos, para fazermos parte desse movimento da restauração final
da verdade, nestes dias finais que antecedem o breve retorno do "Príncipe
dos príncipes" (Dan. 8:25) a esta Terra!
X –
X – X - X
(OBS.: Não
esqueça da distribuição dos Estudos Bíblicas, à saída, e da orientação para o
trabalho.. . )
