Sermão sobre o uso do nome de Deus

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“Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”. Êxodo 20:7.
Introdução
Judson era um adolescente de classe alta e tinha tudo o que um rapaz de sua idade almejava. Estudava em uma boa escola, possuía muitos amigos e fazia parte de uma família estável e bem conceituada na cidade. Seus pais eram influentes empresários e participavam da elite da sociedade.
Aos 16 anos, olhando algumas fotos de família, percebeu que era muito diferente de todos os outros e desconfiou que seus pais não eram realmente seus pais. Em conversa com eles, descobriu que era filho adotivo desde os seis meses de idade.
Revoltou-se ao saber que sua mãe verdadeira o abandonou num latão de lixo e foi achado pelos pais adotivos.
O que você faria nessa situação? Agradeceria aos “novos” pais pelo ato heroico ou ficaria revoltado?
Judson escolheu a segunda opção. Começou a tratar os pais de forma leviana e injusta. Envolveu-se com más companhias. Passou a roubar coisas dentro da própria casa e vendia por drogas. Foi preso, acusado de matar uma pessoa. Por fim, difamou o nome da família naquela cidade.
Judson tinha tudo para ser uma pessoa bem sucedida, você não acha? Possuía um “bom nome” por adoção, mas não honrou este nome. Escolheu seguir o caminho da “não-graça” e colheu as consequências disso. É sobre esse assunto que trata o terceiro mandamento: honrar o nome.
Para que um nome?
Todos nós temos um nome a honrar. Uns gostam dele, outros não. O que importa é que o nome corresponde à identidade da pessoa. É a sua “marca registrada”. O nome revela quem você é e a quem você pertence.
Nos tempos bíblicos, o nome possuía um ingrediente a mais: revelava o caráter da pessoa. Tinha uma história por detrás de cada nome. Interessante não? Moisés, por exemplo, significa “tirado das águas”. Paulo: “pequeno”. Jesus: “Jeová é salvação”. E assim por diante. O livro Patriarcas e Profetas diz:
“Grande significação era atribuída aos nomes dados pelos pais hebreus a seus filhos. Frequentemente representavam traços de caráter que os pais desejavam ver desenvolvidos no filho”. Págs. 480 e 481.
Existem também na Bíblia pessoas que tiveram seus nomes mudados. Por exemplo: Jacó significa “usurpador”. Quando ele usurpou o direito de primogenitura de seu irmão Esaú, ela já tinha esse nome!
Mas Deus trabalhou em seu coração e transformou-lhe o caráter. Por consequência, mudou o seu nome para “Israel”, que significa “príncipe”.
Além de trazer uma bagagem histórica relacionada ao nome, a Bíblia menciona o parentesco direto dos personagens. “Abraão, filho de Terá”, “Salomão, filho de Davi”... E assim vai. Hoje, nós usamos o sobrenome para denotar a família à qual pertencemos. Daí vem os “silva, oliveira, souza, etc.”.
E nós, seres humanos, pertencemos a quem? De quem somos filhos? Qual é o nosso “sobrenome”?
Olhe esse texto: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus”. I João 3:1.
Que maravilha! Somos chamados pelo nosso Pai celestial de filhos de Deus! Fazemos parte da família de Deus. Não é um verdadeiro remédio para a autoestima?
Você não é Pedro da Silva. Você é “Pedro da Silva - filho de Deus”!
Você não veio de uma explosão cósmica e muito menos por processos evolutivos que duraram milhões de anos. Você foi criado à imagem e semelhança do Altíssimo. (Gênesis 1:26).
Agora, somos filhos de Deus por dois motivos: Pela criação e redenção. No “cartório” da criação, nosso nome foi escrito com barro e com sopro de Deus.
No “cartório” da redenção, ele foi escrito com o sangue de Jesus. Que bênção, não? A Bíblia diz em Efésios 1:5: “nos predestinou para Ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de Sua vontade”.
Com a entrada do pecado, Satanás mudou nossa certidão de nascimento para “filhos da ira” (Efésios 2:3), mas graças aos méritos de Jesus Cristo, fomos adotados novamente pela família celestial e podemos ser chamados de filhos do Seu amor (Colossenses 1:13)
Você percebe que responsabilidade temos? Somos filhos de Deus, por criação e adoção! Você não acha que, por sermos filhos do Pai celestial, devemos corresponder a esse título?
Temos um bom nome a honrar. É sobre essa responsabilidade que trata o terceiro mandamento: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não tomará por inocente o que tomar o seu nome em vão”. Êxodo 20:7.
O nome dos nomes
O terceiro mandamento diz para não tomarmos o nome de Deus em vão porque, ao fazermos isso, estamos difamando o caráter do nosso Pai. Fazemos qual um filho rebelde, que despreza o nome de sua família.
“Tomar o nome do Senhor em vão” possui duas aplicações muito importantes:
- Não devemos pronunciar pejorativamente ou de forma leviana o nome de Deus.
O Salmo 111:9 diz: “Santo e tremendo é o Seu nome”. O nome de Deus é santo e tremendo, pois essas são qualidades de Deus. Deus é santo e tremendo. O Seu nome revela quem Ele é. Ele não pode ser comparado com nada. (Isaías 40:25). Os anjos escondem o rosto quando estão diante da santidade de Deus e dizem: “Santo, santo, santo”. (Isaías 6:2 e 3//Apocalipse 4:8).
Se os anjos imaculados tomam essa postura quando estão diante do Altíssimo, imagine nós, frágeis seres mortais pecadores!
“Todos deveriam meditar em Sua majestade, pureza e santidade, para que o coração possa impressionar-se com uma intuição de Seu exaltado caráter; e Seu santo nome deveria ser pronunciado com reverência e solenidade”. Patriarcas e profetas, pág. 331.
Não devemos usar expressões como “o cara lá de cima” ou “Jesus é um cara legal”.
Lembra-se de um cantor chamado Cazuza? Em um show no Canecão (Rio de Janeiro), ele deu um trago em um cigarro de maconha, soltou a fumaça para cima e disse: “Deus, essa é para você”. Nem é preciso falar a situação em que morreu esse homem.
John Lennon, depois de dar uma entrevista a uma revista americana, disse: “Jesus era legal, mas suas disciplinas são muito simples. Hoje, nós somos mais populares que Jesus Cristo”. O que aconteceu com ele? Lennon recebeu cinco tiros de seu próprio fã.
O que falar então de filmes e novelas? Muitos destes satirizam e zombam do nome de Deus. A conivência com esses tipos de mídias também são uma forma de tomar o nome do Senhor em vão.
A Bíblia diz em Gálatas 6:7: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba...”.
Devemos tratar com respeito e reverência o nome de Deus. Expressões como “Ai meu Deus!” ou “Se Deus quiser” ditas a todo o momento e de forma desnecessária devem ser deixadas.
Da mesma forma, frases ou piadas que envolvam o nome santo de Deus jamais deveriam ser pronunciadas.
A Bíblia diz que “de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo”. Mateus 12:36, ainda mais aquelas que envolvam indevidamente o nome santo de Deus.
O terceiro mandamento traz a séria sentença: “o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o Seu nome em vão”.
- Tomar o nome de Deus em vão é viver de forma leviana
Lembra-se da história do Judson? Ele difamou o nome da família ao viver de forma errada. Deu um péssimo exemplo.
Sempre quando falamos “da boca pra fora” que somos cristãos, mas não vivemos de fato como cristãos, estamos tomando o nome do Senhor em vão.
Já ouviu falar no “crente duas caras”? É a pessoa que vai à igreja, devolve o dízimo, canta no coral, mas sua vida prática está longe dos princípios que professa. A Bíblia classifica esse tipo de cristão de “homem de ânimo dobre, inconstante em todos os caminhos”. Tiago 1:8. Preste atenção nesse conselho:
“Em cada ato da vida deveis tornar manifesto o nome de Deus. Esta petição é um convite para que possuais o caráter dEle. Não Lhe podeis santificar o nome, nem podeis representá-Lo perante o mundo, a menos que na vida e no caráter representeis a própria vida e caráter de Deus. Isto só podereis fazer mediante a aceitação da graça e justiça de Cristo.”O Maior Discurso de Cristo, págs. 93 e 95
Um tempo atrás, ouvi a história de um grupo de pessoas que tomou o nome do Senhor em vão.
Conclusão:
Conta-se a história de um grupo de amigos embriagados foram buscar de carro a última pessoa para ir para balada. O carro parou em frente da casa da jovem, e junto com a moça, veio a mãe.
Com medo daquela situação, vendo todos embriagados e sua filha entrando naquele carro lotado, a mãe pegou na mão da filha e disse: “Filha, vai com Deus, que Ele lhe proteja”. A filha, pra tirar uma onda com a mãe, disse de forma debochada: “Só se Ele for no porta-malas, pois aqui já está lotado”.
Algumas horas depois, veio a notícia aos familiares dos jovens. Sofreram um acidente, morreram todos, o carro ficou irreconhecível, mas o porta-malas ficou intacto!
A polícia técnica disse que, pela violência do acidente, seria impossível o porta-malas ficar intacto. Quando o policial abriu o porta-malas, lá estava uma bandeja com 18 ovos sem nenhum arranhão, e todos nos lugares corretos da bandeja.
“De Deus não se zomba”, diz a Bíblia. (Gálatas 6:7)
Devemos repensar na maneira como pronunciamos o Santo Nome de Deus e como estamos vivendo de acordo com o esse Nome.
O terceiro mandamento coloca Deus e o homem em suas devidas posições: Deus é Deus, Soberano e acima de tudo e de todos; nós somos humanos, criaturas e devemos nos humilhar diante do nosso Criador.
Mas Deus nos deu a honra de fazermos parte de uma família real: Somos filhos do Altíssimo. Você não acha que devemos rever nossa postura diante do Rei do Universo? Como você se portaria, por exemplo, ao falar com o (a) Presidente do país? Teríamos o mínimo de respeito, não?
Agora imagine uma audiência com o Senhor Deus, o Todo Poderoso? Precisamos falar e viver de acordo com essa honra. Estamos diante dos Seus olhos a todo o instante. Precisamos viver como embaixadores de nosso Pai aqui na Terra.
Talvez você, assim como eu precisamos buscar respeitar mais o nome de Deus, seja nas palavras ou nos atos.
Devemos procurar conhecer mais a Deus. Você se surpreenderá com a grandiosidade do Seu poder, misericórdia, bondade, amor, santidade e justiça. Quanto mais nos aproximamos dEle, mais O conhecemos e O respeitamos.
Em contrapartida, melhor percebemos a nossa pequenez e total dependência dEle. Ore por esse propósito.
Busque mais a leitura da Bíblia a fi m de conhecer melhor o Seu Pai do Céu. Você alcançará a verdadeira honra!