I. TEXTO
BÁSICO: Apocalipse 2 e 3
II. O MODELO
DAS CARTAS
A. O Destinatário
1. Sempre o “anjo” ou guia da igreja
Angelos – que envia, um mensageiro, um anjo
Angelo – dizer, anunciar
Angélia – uma mensagem, doutrina ou preceito
2. Deus fala ao Seu povo por meio de mensageiros
Moisés Êx. 4:12-16
Isaias Isa. 6:8, 9
Jeremias Jer. 1:7-9
Ezequiel Ezeq. 1:3; 2:1-7
Ageu Ageu 1:1
B. O Autor
Divino
1. Alguns característicos apropriados
2. A dupla obra de Cristo como Sumo Sacerdote
a. Representar o povo diante de Deus
b. Representar Deus diante do povo
3. O contínuo serviço de Cristo
C. Mensagem
de Louvor e Reconhecimento
1. Deus reconhece e considera os méritos do Seu povo Sal. 1:6; 7:18;
Atos 13:22
"Nada neste mundo é tão caro ao coração de Deus como Sua
igreja." – PR., 590
"Fraca e defeituosa como possa parecer, a igreja é o único
objeto sobre que Deus concede em sentido especial Sua suprema atenção. É o cenário de Sua graça, na qual Se deleita
em revelar Seu poder de transformar corações." – AA., 12.
"A igreja é muito preciosa aos olhos de Deus. Ele não a avalia por suas prerrogativas
exteriores, mas pela sincera piedade que a distingue do mundo. Estima-a segundo o crescimento de Cristo,
segundo o progresso na experiência espiritual." – PJ., 298.
D. Mensagem de Reprovação e
Condenação
1. Deus
reconhece completamente e como simpatia a debilidade do Seu povo Sal. 103:8-14
“É impossível escapar à observação d’Aquele que diz ‘Eu sei as
tuas obras’, por menor que seja o detalhe de nossa conduta. As profundezas se cada coração estão abertas
à inspeção de Deus. Cada ação, cada
intento, cada palavra, é como que distintivamente anotada como se houvesse
somente um indivíduo em todo o universo, como se toda a vigilância e escrutínio
de Deus fossem aplicados ao seu procedimento.” – 5 T. 627.
2. A razão das reprovações e correções de Deus Prov. 3:11, 12
"Com infatigável desvelo e ininterrupta vigilância, observa
para ver se a luz de qualquer de Suas sentinelas está bruxuleando ou se
extinguindo. Se os castiçais fossem
deixados ao cuidado meramente humano, sua tremula chama enlanguesceria e
morreria; mas Ele é o verdadeiro vigia da Casa do Senhor, o verdadeiro guarda
dos átrios do templo. Seu assíduo
cuidado e graça mantenedora são a fonte de vida e luz." – AA., 585, 586.
3. As mensagens de reprovação de Deus sempre são acompanhadas com
mensagens de amor
"Ao tempo em que foi dada esta revelação a João, muitos
haviam perdido seu primeiro amor da verdade evangélica. Mas em Sua misericórdia
Deus não permitiu que a igreja continuasse em estado de apostasia. Numa
mensagem de infinita ternura Ele revelou Seu amor por eles.
“A igreja era defeituosa, e necessitava de severa reprovação e advertência;
e João foi inspirado a registrar mensagens de advertência e reprovação e a
apelar aos que, tendo perdido de vista os princípios fundamentais do evangelho,
estavam pondo em perigo sua esperança de salvação. Mas as palavras de
repreensão que Deus acha necessário enviar são ditas sempre em cativante amor,
e com a promessa de paz a cada crente contrito.” – AA., 587.
E. Mensagens
de Conselho e Exortação
1. O supremo valor do conselho de Deus Prov. 3:1, 2; 4:10-13, 20-22
2. As bênçãos de Deus ao homem
por permanecer em Suas promessas
3. As promessas restringem-se ao
vencedor
III. A
NECESSIDADE DA IGREJA DAS SETE CARTAS
A. Vida e vigor
espirituais
B. Declínio
espiritual
C. Período de
atividade missionária
D. Frieza e
satisfação própria
E. Período de
crescente apostasia
F. Confusão e
desânimo
"Ao tempo em que foi dada esta revelação a João, muitos
haviam perdido seu primeiro amor da verdade evangélica. Mas em Sua misericórdia
Deus não permitiu que a igreja continuasse em estado de apostasia. Numa
mensagem de infinita ternura Ele revelou Seu amor por eles, e Seu desejo de que
fizessem segura obra para a eternidade. ...
"A igreja era defeituosa, e necessitava de severa
reprovação e advertência; e João foi inspirado a registrar mensagens de advertência
e reprovação e a apelar aos que, tendo perdido de vista os princípios
fundamentais do evangelho, estavam pondo em perigo sua esperança de salvação.
Mas as palavras de repreensão que Deus acha necessário enviar são ditas sempre
em cativante amor, e com a promessa de paz a cada crente contrito. ...
"E aos que em meio ao conflito mantivessem sua fé em Deus,
foram dadas ao profeta as palavras de louvor e promessa: "Eu sei as tuas
obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar;
tendo pouca força, guardaste a Minha palavra, e não negaste o Meu nome'."
– AA., 587-588.
IV. A
APLICAÇÃO DAS SETE MENSAGENS
“A natureza da
visão em que João recebeu estas epístolas torna claro que elas não se limitam
somente a estas sete igrejas, mas que nelas devemos contemplar a igreja toda.
...
“Estas sete
igrejas, então, além de serem literais e históricas, representam todo o corpo
da cristandade, em todos os períodos de sua história. ...
“Em primeiro
lugar, as sete igrejas representam sete fases ou períodos na história da
Igreja, que se estendem dos tempos apostólicos à Segunda vinda de Cristo, e
cujos característicos são apresentados parcialmente nos nomes destas igrejas,
mas mais completamente nas cartas que lhes são enviadas. Houve o período de Éfeso
– um período de calor, amor e trabalho por Jesus, aplicado diretamente ao tempo
dos apóstolos, em que começou a queda do dever pelo esfriamento gradual do amor
de alguns, as falsas profissões de outros, e a renda de exaltações indevidas do
clero e oficiais da igreja. Veio, então, o período de Esmirna – a era do
martírio e do cheiro suave a Deus, da fidelidade até à morte, marcado,
entretanto, com o desenvolvimento de outros desvios no estabelecimento de
normas e regulamentos, liberdade às propensões judaizantes e os conseqüentes
afastamentos da verdadeira simplicidade do Evangelho. Seguiu, então, o período
de Pérgamo, no qual a verdadeira fé desaparecia cada vez mais do
cenário; o clericalismo gradualmente se organizava num sistema; a igreja se
unia ao mundo e Babilônia começava a assomar às alturas. Veio, então, o período
de Tiatira – a era da púrpura, da glória do sacerdócio corrompido, e
escuridão da verdade; a era efeminada e do domínio clerical, ao usurpar a
igreja o lugar de Cristo, e em que as testemunhas de Jesus foram entregues às
prisões, às fogueiras e inquisições; a era da entronização da falsa profetiza,
que se estendeu aos dias de Lutero e à Reforma. Veio, então, o período de Sardes
– a época da separação e volta aos mandos de Cristo; a época da libertação de
Balaão e suas doutrinas; da libertação dos nicolaítas e seus dogmas; de Jezabel
e suas fornicações; uma época de nomes valiosos, embora também indicados como
mortos, e tendo muito de que se arrepender; uma época que cobre a letargia espiritual
dos séculos do protestantismo antes dos grandes movimentos evangélicos dos
últimos cem anos, e que nos trouxe à era de Filadélfia, distinguida por
uma ligação mais íntima com a Palavra escrita, e maior fraternidade entre
cristãos, embora já se entregando à mornidão Laodiceana, à auto-suficiência, à
profissão oca, à falsa paz, em que o dia do juízo está para cair sobre as
multidões despreocupadas que se supõem cristãs, mas não o são. ...
“Cada coisa que
assinala um destes períodos se aplica também num grau menor, aos outros
períodos. É simplesmente a predominância, e o vigor maior ou menor de um
elemento em determinado tempo que distingue as sete épocas umas das outras. Os
sete períodos, em outras palavras, coexistem em cada período, tanto quanto em
sucessão. ...
“Em segundo
lugar, as sete igrejas representam sete variedades de cristãos, tanto
verdadeiros como falsos. Cada confessor do cristianismo é um efésio em suas
qualidades religiosas, ou um esmirniano, um pergamita, um tiatiriano, um sardo,
um filadelfo ou um laodiceano.
“Nem devemos
olhar para determinadas facções, nem para uma denominação somente. Cada época,
cada denominação, e quase cada congregação possui exemplos de cada igreja. ...
“Eu encontro,
assim, as sete igrejas em cada igreja, o que dá a estas epístolas uma aplicação
direta, a nós mesmos e aos professos cristãos de todos os tempos, de maior
importância e solenidade.” – J.
A Seiss, The Apocalypse, Vol.
I, 143-145
V. AS SETE
CARTAS
A. A Primeira
Carta: Apocalipse 2:1-7
1. A Éfeso – a igreja dos
apóstolos, ativa e pura
a. Significação – desejável
b. Período – 31-100
c. A cidade
(1) Localização
Lídia, na
costa ocidental da Ásia Menor
Na foz do rio
Caíster, sobre colinas das quais se descortina o mar
Porto
excelente
Porta de
entrada da Província romana da Ásia
(2) Clima
(3) Religião
(4) História
(a) Grandeza anterior – tornou-se
capital da província
(b) Declínio
(c) Ruína
“Éfeso é hoje
mera desolação, inteiramente destruída, sem habitante algum. A grande praça do
mercado, onde se faziam os negócios de uma metrópole renomada, vi-a com plantas
de tabaco, sem cercas, descuidada, cheia de mato e abandonada. Os grandes
lagartos, ao passarmos por lá saltavam surpreendidos à vista do homem, por
sobre colunas caídas de mármore e pórfiro, e esplêndidas cornijas e capitólios
que uma vez foram a admiração do mundo. O silêncio, malária e morte pairam
sobre aquela que uma vez foi orgulhosamente chamada ‘a primeira das cidades’. ...
Restos de paredes ciclópicas, aterros, templos, ruas e casas alinham-se nos
planos, colinas e encostas da vasta área que uma vez esteve coberta com a sua
glória; mas, a área toda está em completa desolação, envolvida numa atmosfera
venenosa e coberta somente de coisas sujas e vis.” – J. A Seiss, The
Apocalypse, Vol. I, 121, 122
(5) Descobertas
arqueológicas
d. A igreja
(1) O
ministério de Paulo Atos 19:1-20:1`, 16-38;
I Cor. 6:8;
Efésios
(2) História
posterior
2. O Autor – Aquele que tem as sete estrelas e que anda entre os sete
castiçais. Apoc. 2:1.
3. Elogio a Éfeso
a. Suas obras
e trabalho Apoc. 2:2; Atos 19:18-26; Col.
1:23
“A princípio, o que
distinguia a igreja de Éfeso eram a sua simplicidade e fervor como de uma
criança. ...
“Cheios de amor ao
Redentor, buscavam como seu mais elevado objetivo, ganhar almas para Ele. ...
Os membros da igreja
estavam unidos em sentimento e ação. O amor de Cristo era a corrente áurea que
os vinculava entre si. Prosseguiam conhecendo o Senhor sempre e sempre com
maior perfeição, e revelavam em sua vida alegria, conforto e paz. Visitavam os
órfãos e as viúvas em suas tribulações e mantinham-se incontaminados do mundo.
...
“Em toda cidade era a
obra levada avante. Almas eram convertidas, as quais, por sua vez, sentiam o
dever de transmitir a outrem o inestimável tesouro. Não tinham sossego sem que
os raios de luz que lhes haviam iluminado a mente resplandecessem sobre outros.
Multidões de incrédulos familiarizavam-se com a razão da esperança do cristão.”
– 3 TS., 55, 56
b. Sua paciente tolerância Apoc. 2:3; Atos 4; 5:17-42; 6:7-12;
7:55-60; 8:1-4; II Cor. 11:24-30
Tradução
de Moffat: “Eu sei que sofres
pacientemente e te esforçaste pela minha causa e não te cansaste.” Apoc. 2:3
Tradução
de Knox: “Sim tu sofreste, e em
tudo te esforçaste pelo amor ao meu nome e não desesperaste.”
c. Odeia os atos dos nicolaítas Apoc. 2:6
Os nicolaítas constituíam uma antiga seita gnóstica que erradamente
traçava sua origem de Nicolau (Atos 6:5), um dos sete diáconos. Eles mantinham
certas doutrinas impuras e viviam vidas impuras. No dizer de Clemente de
Alexandria eles mantinham o princípio pernicioso de que as paixões baixas devem
ser permitidas.
4. A debilidade
de Éfeso – um período de perda de amor Apoc.
2:4
“Numa só geração o evangelho foi levado a toda nação debaixo do
céu. Mas pouco a pouco veio uma mudança. A igreja perdeu o seu primeiro amor.
Tornou-se egoísta e lisonjeira. O espírito mundano foi acalentado. O inimigo
lançou seus encantamentos sobre aqueles que receberam de Deus a luz destinada
ao mundo em trevas.” – 8 T., p. 26
“Depois de algum tempo, porém, começou a minguar o zelo dos
crentes, bem assim o seu amor a Deus e de uns para com os outros. A frieza
invadiu a igreja. ...
“A piedade decaía rapidamente e parecia estar Satanás para
alcançar a ascendência sobre os que se declaravam seguidores de Cristo.
“Foi neste tempo crítico da história da igreja que João foi
sentenciado ao desterro. Jamais fora a sua voz tão necessária à igreja como
agora.” – AA., 580, 581
5. Conselho e
Advertência Apoc. 2:5
6. A promessa a
Éfeso
7. A mensagem
de Éfeso aos cristãos de hoje
“O chamado ao banquete do
evangelho deve ser primeiramente estendido nos caminhos. Deve ser dado àqueles
que pretendem estar na estrada real da experiência cristã, - aos membros das
diferentes igrejas. ‘O que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas’.
Apoc. 2:7. Há nestas igrejas adoradores verdadeiros e há adoradores falsos.
Deve-se trabalhar por aqueles que caíram do seu primeiro amor, que perderam o
seu primeiro zelo e interesse nas coisas espirituais.” – 6 T., p. 76
“Fui instruída a dizer
que estas palavras (Apoc. 2:4, 5) são aplicáveis às igrejas Adventistas do
Sétimo Dia na condição em que se encontram atualmente. O amor de Deus foi
perdido, e isto significa ausência de amor de uns para com os outros. Egoísmo,
egoísmo, egoísmo é nutrido e se bate por conseguir supremacia. ...
“Deve haver uma reforma e uma reavivamento, sob a ação do
Espírito Santo. ...
“Deus repreende Seu povo de seus pecados, a fim de torná-lo
humilde e levá-lo a buscar-Lhe a face. Ao se reformarem, e o amor de Deus
reavivar-se em seus corações, serão amoravelmente atendidos nas petições que
Lhe faz. Ele lhe fortificará na obra de reforma e arvorará por ele um
estandarte contra o inimigo. Suas ricas bênçãos repousarão sobre ele e refletirá
os brilhantes raios da luz do céu. Então u’a multidão, não de sua fé, vendo que
Deus está com Seu povo, unir-se-á a ele em servir ao Senhor.” – E. G. White, R & H, 25-2-1902.
B. A Segunda Carta: Apoc.
2:8-11
1. Esmirna – uma igreja
perseguida, mas firme
a.
Significação – Mirra, suave aroma adocicado
b. Período –
100-313
c. A cidade
(1) Localização
35 milhas ao
norte de Éfeso.
Na cabeceira
de uma linda baía
Magnífico
porto
Acrópole
fortificada no monte Pagos atrás da cidade
Colina
circundada por uma rua chamada ‘a rua do ouro’
“Esmirna, receptáculo dos
maiores elogios das sete cartas, é a maior de todas as cidades da Anatólia. É
atualmente o porto mais importante, fica na cabeceira do seu golfo o qual se
estende bem para o interior do continente, e que continuará sempre, o maior
porto de todo o país. ... Nenhuma cidade das terras do Mediterrâneo oriental
oferecem tanta vida e esplendor, ao ser vista do mar espalhada suavemente na
encosta entre o mar e a colina. ...
“O poderio ultrapassa a aparência, o esplendor, a vida; tais são
os característicos da carta e da cidade.” – W. M. Ramsay, The Letter to the
Seven Churches of Asia, 279, 280
(2) História
(a) História antiga – colônia grega fundada aproximadamente no ano
1.000 A.C.
(b) Tragédia e recuperação
600 A C Destruída por Aliate da
Lídia e desaparecida por vários séculos.
330 AC Nova Esmirna, fundada após as conquistas de Alexandre.
300 AC Lisímaco planeja fazer de Esmirna um grande
centro comercial.
195 AC Inicia o culto do poder de Roma.
178 A D Destruída por terrível terremoto e
reconstruída por Marco Aurélio. Freqüentemente devastada por terremotos, mas
sempre reconstruída.
1402 Tomada por Tamerlão
– habitantes massacrados.
1424 Capturada pelos
Turcos – morta a maior parte da população cristã.
1688 Terrível terremoto –
a terra se abre e traga 5000 pessoas.
1758 Cidade despovoada por uma praga.
1923 Capturada pelos turcos –
terrível massacre dos habitantes.
(c)
Prosperidade atual.
Cidade
preponderante da Ásia Menor. População em 1929, 375.000. Um grande porto
marítimo e terminal de estrada de ferro. A única das sete cidades que retém
sinais da antiga grandeza.
(d) A igreja
cristã em Esmirna.
É possível que a igreja de Esmirna tenha sido fundada por Paulo. Deve
ter sido visitada por ele durante o seu demorado trabalho na Ásia Menor. A
igreja de Esmirna era pobre mas ativa mo trabalho. Sofreu muita perseguição de
judeus, romanos e turcos. Foi lá que Policarpo sofreu martírio em 168 AD.
Embora fosse sábado, mesmo assim os judeus estavam tão sequiosos de sua morte,
que vieram em grande número ao estádio com feixes de lenha para o fogo em que
Policarpo morreu. Noutra ocasião foram mortos mil e quinhentos cristãos, e mais
oitocentos de outra feita.
Apesar de suas muitas perseguições, o cristianismo está ainda vivo e
ativo na Esmirna dos nossos dias. Cerca da metade de sua população é cristã no
presente. Várias denominações tem ali a sede de suas corporações missionárias.
Possui numerosas escolas cristãs.
2. O autor da carta dirigida a Esmirna – o primeiro e o último, Aquele
que foi morto mas vive. Apoc. 2:8.
3. Elogio a Esmirna
a. Suas obras
v. 9
b. Sua
tribulação v. 9.
O período da igreja de Esmirna foi um período de perseguição e
martírio. A igreja em desenvolvimento era odiada e seus membros perseguidos e
mortos. Os cristãos eram acusados como causa de todas calamidades – fogo e
fome, pestilência e terremoto. Roma começou a considerar os cristãos que
reconheciam seu dever de lealdade primeiro a Deus, como inimigos do império e
instituíram perseguições terríveis contra eles. Compreendeu a época da arena e
do anfiteatro, em que os cristãos eram atirados às feras para divertir a
população; em que eram queimados e crucificados, mortos à espada ou atirados em
caldeirões de óleo fervendo. Poucos foram os mandatários de Roma que não se
envolveram em perseguições aos cristãos durante o período de Esmirna.
Trajano (98-117) Tumultos
populares freqüentes contra os cristãos.
Emitiu um
édito que declarava ofensa capital perseverar no cristianismo.
Muitos
mártires, inclusive Simeão, bispo de Jerusalém, e Inácio, bispo de Antioquia
foram mortos neste período.
Adriano (117-138) Nos jogos e espetáculos a população clamava pela
destruição de cristãos.
Decretou que
os cristãos não deveriam ser mortos sem serem convictos e interrogados.
Antonio o Pio (136-161) Os magistrados acusam os cristãos de
impiedade.
Justino Mártir
manda ao imperador a sua Apologia.
Atribui-se aos
cristãos a responsabilidade de um terremoto na Ásia Menor, fazendo com que a
população se volte contra os cristãos com todos os tipos de violências.
Marco Aurélio (161-180) Os
filósofos acusam os cristãos de crimes horríveis, tais como incesto e banquetes
com carnes de crianças mortas.
Grandes arremetidas
contra cristãos.
Um dos mais
terríveis períodos de perseguição.
Muitos
mártires, inclusive Justino Mártir.
Destruição das
igrejas cristãs de Lion e Viena.
Muitas
apologias para os cristãos, inclusive a de Justino Mártir, Atenágoras e
Taciano.
Cômodo (180-192) Era comum o
suplício de cristãos por renunciarem o paganismo.
Sétimo Severo (193-211) Muitos cristãos foram mortos nas províncias.
Os
presidentes tinham liberdade para perseguir os cristãos à sua vontade.
Lei contra a
propagação do cristianismo.
Alexandre
Severo (222-235) Constantemente havia tortura de cristãos.
Opiniões de
que o cristianismo merece tolerância.
Maximino (235-238)
Muitas atrocidades contra cristãos.
Magistrados e população incitados a atacar cristãos.
Décio Trajano
(249-251 Editos terríveis contra os cristãos.
Governadores
encarregados de exterminar totalmente o cristianismo.
Muitos
cristãos mortos, a pior perseguição se deu neste tempo.
Galo (251-253)
Cristãos acusados das calamidades
e pestilências.
Perseguição
contínua, morte de muitos cristãos.
Aureliano (270-275)
Éditos contra cristãos.
Diocleciano (284-305)
Terrível perseguição de cristãos.
c. Pobre mas verdadeiramente rica. Apoc. 2:9; Tiago 2:5; Luc.
12:15-34; Romanos 8: 32.
4. A sinagoga
de Satanás Apoc. 2: 9.
Tradução
de Moffat: “Eu sei como foste caluniada por aqueles que se intitulavam
judeus (nem judeus são eles, mas simplesmente uma sinagoga de Satanás).”
Twenty Century New Testament:
“Eu conheço muito bem as calúnias procedentes daqueles que se declaram judeus,
quando não o são, mas são uma congregação dirigida por Satanás.”
a. O
verdadeiro judeu Rom. 2: 28, 29; Gal. 3:7, 29.
b. O partido
organizado de Satanás.
c. As
pretensões blasfemas dos falsos religiosos professos.
5. Conselho e
admoestação Apoc. 2:10.
Tradução
de Knox: “Não temas os sofrimentos que terás
de suportar. Logo, o diabo lançará alguns de vós na prisão, para provar ali a
vossa fé, e por dez dias estareis em dolorosa desgraça. Conservai comigo a fé
até a morte, e vos coroarei com vida.”
a. Provação e
sofrimento, a sorte da igreja. Mat. 10: 22; Luc. 21: 16, 17; Atos 9: 16.
b. O período
excepcional de tribulação de Esmirna.
(1) Os éditos de diocleciano 303 A
D.
(2) O édito de Milão de
Constantino 313 A D.
c. O objetivo de Deus na prova e
aflição.
“Ele permite que a aflição alguma sobrevenha à igreja senão
unicamente a que é necessária para a sua purificação, seu bem presente e
eterno. Purificará Sua igreja assim como purificou o templo no princípio e no
fim do Seu ministério na terra. Tudo que Ele traz sobre a igreja em forma de
provações e aflições, fá-lo para que seu povo adquira mais profunda piedade e mais
força para levar a todas as partes do mundo as vitórias da cruz.” – 3TS., 392.
d. A
ineficácia dos esforços de Satanás para fazer parar a obra de Deus pela
perseguição.
“Nulos foram os esforços de Satanás para destruir pela violência
a igreja de Cristo. O grande conflito em que os discípulos de Jesus rendiam a
vida, não cessava quando estes fiéis porta-estandartes tombavam em seus postos.
Com a derrota, venciam. Os obreiros de Deus eram mortos, mas a Sua obra ia
avante com firmeza. O evangelho continuava a espalhar-se, e o número de seus
aderentes a aumentar. Penetrou em regiões que eram inacessíveis, mesmo às águias
romanas. ...
"Milhares eram aprisionados e mortos, mas outros surgiam
para ocupar as vagas. E os que eram martirizados por sua fé tornavam-se
aquisição de Cristo, por Ele tidos na conta de vencedores. Haviam pelejado o
bom combate, e deveriam receber a coroa de glória quando Cristo viesse. Os
sofrimentos que suportavam, levavam os cristãos mais perto uns dos outros e de
seu Redentor. Seu exemplo em vida, e seu testemunho ao morrerem, eram constante
atestado à verdade; e, onde menos se esperava, os súditos de Satanás estavam
deixando o seu serviço e alistando-se sob a bandeira de Cristo.” – GC., 41, 42.
e. A atitude conveniente do filho de Deus ante a prova e a
perseguição Mat. 10: 23-26, 39; Luc. 12: 32; Heb. 12:3.
f. A firmeza dos filhos de Deus sob perseguição. Heb. 11 : 33-40.
Resposta de
Policarpo antes de ser martirizado em Esmirna ao juiz que lhe pedia renunciar a
Cristo e poupar sua vida : “Oitenta e seis anos eu O servi, e Ele nunca me fez
mal; como então posso blasfemar do meu Rei, Aquele que me salvou?”
g. A recompensa prometida aos
fiéis até a morte. Apoc. 2: 10.
C. A
terceira carta: Apoc. 2: 12-17.
1. A Pérgamo (Pergamum) – igreja
próspera e popular.
a. Período –
313-538.
b. A cidade.
(1) Localização.
Quarenta milhas ao
norte de Esmirna e quinze milhas do mar. Construída sobre um monte rochoso mil
pés acima do vale. Posição de notável defesa natural. Dá a impressão de
permanência, de poderio indestrutível e de autoridade.
“Mais que qualquer outro lugar da Ásia Menor, ela dá ao viajante
a impressão de uma cidade real, a sede da autoridade: o rochoso monte em que se
localiza é tão vasto que domina altiva e audazmente a planície costeira do rio
Caico. ...
“A história a aponta como cidade real, e nada menos, claramente,
o fez a natureza. Nenhuma cidade de toda a Ásia Menor - tanto quanto eu tenha visto, e há algumas
de certa importância que não vi – possui um aspecto tão imponente e dominante.
Foi a única cidade que forçou a exclamar Uma cidade real. Cheguei a ela depois
de Ter visto as outras, mas essa foi a impressão que ela produziu. Há um quê de
singularidade e predominância neste efeito, situada como está sobre a
magnificente colina que se sobressai desafiadoramente do nível da planície, e
que domina o vale e as montanhas do sul. Outras cidades da região possuem
esplêndidas colinas que fizeram delas poderosas fortalezas da antiguidade; mas
nas quais a colina é como se fosse o governo e a acrópole com a cidade
estendida embaixo na frente e ao redor. Mas aqui a colina era a própria cidade,
e os edifícios, especialmente romanos, localizados abaixo da cidade, eram
ornamentos externos que lhe emprestavam beleza e majestade.” – W.M. Ramsey, The Letters to the Seven Churches of Ásia,
281, 295.
(2) História.
Fundada pelos
gregos eólios depois da queda de Tróia.
Homero e mais
tarde Heródoto, produziram ali alguns dos seus escritos.
Lisímaco
considerava-a como o lugar mais seguro
de seu reino.
282 A.C Fileteros rompeu sua aliança com Lisímaco e
fundou o
reino de Pérgamo.
241 AC. Átalo I foi o
primeiro de uma série de reis com o seu
nome.
Derrotou os gauleses invasores e os fez
povoar um
distrito conhecido dali em diante como
Galácia.
197 AC. Eumenes
tomou o trono e fundou uma famosa biblioteca
em Pérgamo que logo rivalizou com
a de Alexandria.
133 AC. Morte de Átalo III que
legou o reino à Roma.
Pérgamo
tornou-se então a capital da província romana de Ásia por dois séculos e meio
Posteriormente a cidade decaiu e a Pérgamo moderna é uma simples sombra da
cidade primitiva.
(3) Religião.
Um centro
preponderante de religiões pagãs.
Imenso altar a
Zeus erigido para comemorar a vitória sobre os gauleses.
Um templo
vistoso a Átena.
Centro do
culto a Dionizio (Baco), o deus boi.
Famoso altar
sagrado a Esculápio, o deus da medicina.
Templos em
homenagem aos imperadores romanos: Augusto, Trajano e Severo.
Muitos devotos
de Baco, o deus do vinho, e de Vênus, a deusa do amor
“Em 487 A.C os babilônicos
vencidos fugiram para a Ásia menor, e fixaram seu colégio central em Pérgamo,
para onde levaram o palácio de Babilônia, a pedra cúbica. Ali, independentes do
controle estatal, eles conservaram os ritos de sua religião, e tramaram contra a paz do império persa, instigando os
gregos neste sentido. – W.R. Barker, Lares and Penates, 233
Deve-se notar
que os reis de Pérgamo eram todos também chefes pontífices de sua religião,
conforme o antigo costume babilônico. Atalo III, o útimo destes
reis-sacerdotes, entregou-se à Roma, com sua nação, reinado e ofícios
sacerdotais. Os imperadores de Roma, a começar de Júlio e Augusto, tomaram
também honras e títulos reais e se consideraram divinos e nisto foram imitados
mais tarde pelos papas.
2. O divino autor – Aquele que tem a espada aguda de dois gumes. Apoc.
2:12
a. Roma e o poder de sua espada
de dois gumes. N.T e V.T.
b. Deus e o poder de sua
palavra. Heb. 4:12; Isa. 55:11 Efés. 6:17
3. Elogios a
Pérgamo. Apoc. 2:13
a. As obras de Pérgamo.
b. Situada onde se encontra o
trono de Satanás.
(1) Deus toma
em consideração as circunstâncias locais de seu povo. Sal. 87:4-6.
(2) O
significado de ‘o trono de Satanás’
Revised Standard Version:
“Eu sei onde habitas, que é o lugar onde Satanás está entronizado”.
Tradução de
Knox: “Eu bem sei o lugar em que
habitas, um lugar onde Satanás se entronizou”.
Tradução de
Weymouth: “Eu sei onde habitas, que é onde está o trono de Satanás”.
Emphatic Diaglott: “Eu
sei onde habitas, que é onde está o trono do adversário”.
(a) A parcela de Satanás nos negócios deste mundo.
João 2:31; II Cor. 4:4; Efés. 2:2; 6:12; Luc. 4:5,6.
“Depois de tentar o homem a pecar, Satanás reclamou a Terra como
sua, e intitulou-se príncipe deste mundo. Havendo levado os pais de nossa raça
à semelhança com sua própria natureza, julgou estabelecer aqui seu império.
Declarou que os homens o haviam escolhido como seu soberano. Através de seu
domínio sobre os homens, adquiriu império sobre o mundo. Cristo viera para
desmentir a pretensão de Satanás”. – DTN., 114-115.
“Um demônio tornou-se o poder central no mundo. Satanás pôs o
seu trono onde deveria estar o trono de Deus. O mundo depositou a homenagem,
como oferta voluntária, aos pés do inimigo”. – 6 T., 236.
(b) O trono
ou sede de Satanás.
(1) Pérgamo, a capital da região a que se destinavam as sete cartas.
(2) Pérgamo, um centro de cultos pagãos.
(3) Roma, a capital do império romano.
(4) Roma, a metrópole do papa durante o período de Pérgamo.
c. Retém firma o nome de Deus.
Tradução de
Knox: “E ainda és fiel ao Meu nome”.
Tradução de
Moffat: “E ainda aderes ao Meu nome”.
Tradução de Weymouth:
“E ainda Me és fiel”.
d. Fiel nos
dias do martírio de Ântipas.
4. Reprovação
de Pérgamo. Apoc. 2:14,15.
a. Possuía
aqueles que mantinham a doutrina de Balaão.
Tradução de
Knox: “Tens lá o seguidores da doutrina de Balaão. Aquele Balaão que
ensinou Balaque a como preparar armadilhas ao povo de Israel, ao eles comerem
do sacrificado aos ídolos e caírem em fornicação”.
(1) Balaão. Núm. 22-25; PP. 479-505.
Conhecia a mensagem da verdade.
Tinha sido um profeta de Deus.
Familiarizado com o caminho do
dever.
Enamorado do mundo.
Desejo de honra, ganho, aplausos.
Desejava ser
usado como instrumento para derrubar o povo de Deus.
Aconselhou
estratagemas para desviar Israel.
Levou Israel
a alianças idólatras e adúlteras com o mundo.
Os resultados
desastrosos da libertinagem de Israel
(2) A igreja balaamita no
período de Pérgamo.
Cristianismo e
paganismo de mãos dadas.
Aliança ímpia
entre igreja e estado.
Deformidade e
libertinagem na igreja como resultado.
Uma monstruosidade, sangue pagão correndo por veias
cristãs.
Cerimônias e
pompa pagãs misturadas nos ritos cristãos
“Quase imperceptivelmente os costumes do paganismo tiveram
ingresso na igreja cristã. O espírito de transigência e conformidade fora
restringido durante algum tempo pelas terríveis perseguições que a igreja
suportou sob o paganismo. Mas, em cessando a perseguição e entrando o
cristianismo nas cortes e palácios dos reis, pôs ela de lado a humilde simplicidade
de Cristo e Seus apóstolos, em troca da pompa e orgulho dos sacerdotes e
governadores pagãos; e em lugar das ordenanças de Deus colocou teorias e
tradições humanas. A conversão nominal de Constantino, na primeira parte do
século IV, causou grande regozijo; e o mundo, sob o manto de justiça aparente,
introduziu-se na igreja. ...
“Esta mútua transigência entre o paganismo e o cristianismo
resultou no desenvolvimento do "homem do pecado", predito na profecia
como se opondo a Deus e exaltando-se sobre Ele. Aquele gigantesco sistema de
religião falsa é a obra-prima do poder de Satanás – monumento de seus esforços
para sentar-se sobre o trono e governar a Terra segundo a sua vontade.
“Para conseguir proveitos e honras humanas, a igreja foi levada
a buscar o favor e apoio dos grandes homens da Terra; e, havendo assim
rejeitado a Cristo, foi induzida a prestar obediência ao representante de
Satanás – o bispo de Roma”. – GC., 49-51.
b. Possuía aqueles que mantinham as
doutrinas dos Nicolaítas.
(1) Doutrinas que Deus odeia.
(2) Doutrinas que a igreja primitiva
odiara Apoc. 2:6.
(3) Doutrinas que a igreja aceitou
então
“Os bispos cristãos introduziram, com leves modificações, no
culto cristão, aqueles ritos e instituições pelos quais, anteriormente, gregos,
romanos e outros tinham manifestado sua piedade e veneração às suas deidades
imaginárias, supondo que o povo abraçaria o cristianismo mais prontamente, se
percebessem que os ritos lhes eram estendidos pelos próprios pais, sem haver
alterações entre os cristãos, e vissem que, Cristo e os mártires eram adorados
da mesma forma que os seus deuses anteriormente. Houve, naturalmente, pouca
diferença entre o culto público dos cristãos e o dos gregos e romanos nessa
época. Tanto num como no outro havia vestes esplendidas, mitras, tiaras,
purificações, imagens, vasos de ouro e prata, velas, báculos pastorais,
confissões e um sem número de outras coisas semelhantes.
“Constantino não
renunciou a religião dos seus ancestrais antes de se erigirem aqui e acolá
templos magníficos, os quais, adornados de gravuras e imagens, tanto na sua
forma exterior como interior, se assemelhavam muito às igrejas e templos dos
deuses”. J.L Von Mosheim, Ecclesiastical
History, vol. I, 369.
5. Conselho e advertência a Pérgamo. Apoc. 2.:16; Núm. 22:22,23; Isa. 11:4.
Tradução
de Weymouth: “Arrepende-te de vez; senão, virei a ti em breve, e farei
guerra contra eles com a espada da minha boca”.
6. A promessa a
Pérgamo. V. 17.
a . O maná escondido. Êx. 16:32,33,34; João
6:27-63; Sal. 119:11.
b. A
pedra branca.
Tesseras com inscrições eram dadas aos
gladiadores vitoriosos.
Pedras eram usadas pelos jurados como votos
nas eleições.
Tesseras serviam de bilhetes de entrada nos
festejos públicos.
O Urim é o Tumim
“A verdade é que a pedra
branca com o novo nome não era qualquer reprodução exata de algum costume ou
objeto de uso social daquele tempo. Era uma nova concepção, inventada para este
novo objetivo; imaginada unicamente para que, por coisas e formas já
familiares, ficasse perfeitamente entendível a todos os leitores das igrejas
asiáticas. Continha analogias com muitas coisas embora não fosse reprodução
exata de nenhuma delas”. W.M. Ramsay, The
Letters to the Seven Churches of Asia, 304.
C . O novo nome: Isa. 62:2; 19:12; 22:4; I João 3:2.
D. A Quarta Carta: Apoc. 2:18-29.
1. Tiatira – Igreja do período
papal, poderosa, mas corrupta.
a. Período –
538-1563.
b. A cidade
(1) Localização.
Na Lídia, perto das fronteiras da Mísia
Vinte e cinco milhas a sudeste de Pérgamo
Várias estradas famosas e antigas passavam neste lugar
Situada numa leve elevação do terreno, sem benefícios ou defesas
naturais
Impressão geral de debilidade, dependência, sujeição
A fragilidade natural impunha aos sitiantes a necessidade de
vigilância.
(2) História.
A cidade primitiva era conhecida como Pelúpia e Euipia
Colonizada por negros entre 301 e 281 AC. por Seleuco Nicator
Recebeu o nome Tiatira de Seleuco que nela estabeleceu uma guarnição
Cercada pelos romanos em 190 AC.
Tornou-se importante centro de comunicação
Salientou-se como cidade industrial
Possuía mais corporações comerciais que qualquer outra cidade da Ásia
Os habitantes eram famosos por causa de sua perícia em tingir púrpura
Possui aproximadamente vinte mil habitantes hoje
Encontram-se fragmentos de antigas ruínas usadas hoje em construções e
ruas modernas
(3) Religião.
A religião de Tiatira é um tanto obscura
Seu herói era Tirino, uma figura montada, com uma machadinha de batalha
no ombro.
Seu deus protetor era um sincretismo conhecido como Propoli; Hélio, o
deus sol, ou Apolo
2. O Autor. Apoc. 2:18.
a. O Filho de
Deus
b. Olhos como
chamas de fogo
Aquele que
examina o coração v. 23; Jer. 11:20
c. Pés
semelhantes a latão reluzente
Queima e
esmaga os ímpios na Sua ira Apoc. 1:15,
2:27; Miq. 1:3-5; Hab 3:5; Jó 40:12.
3. Elogio a
Tiatira (Apoc. 2:19)
Tradução
de Knox: “Eu conheço todas as tuas obras, tua fé, teu amor tua generosidade
tua paciência e, de como nestes últimos dias és mais ativa que no princípio.”
Revised Standard Version:
“Eu conheço as tuas obras, teu amor e fé e serviço e paciente sofrimento, e que
as tuas obras finais excedem as primeiras.”
Embora o período de Tiatira devesse
experimentar muito de escuridão, devia também ver muito de luz. Embora tenhamos
aqui alguns dos fatos mais difamantes já executados em nome da religião, temos
também alguns dos maiores feitos de homens cheios de amor e Espírito de Deus.
Foram os dias dos cavaleiros do templo, dos monges mendicantes e de Hildebrando
(mais tarde Gregório VII), mas foram também os dias dos Valdenses e Albigenses,
de Wycliffe e Huss, Jerônimo e Lutero. Nunca houve tanto para ser louvado,
nunca tanto para ser condenado. Deus viu o serviço de amor e o paciente
sofrimento de Seus filhos e expressou a Tiatira as Suas palavras de louvor e
elogio.
4. Condenação e
reprovação (Apoc 2:20-23)
a. Tolera a mulher Jezabel (v.
20)
Tradução
Americana: “Mas tenho contra ti que toleras aquela Jezabel como mulher que
pretende estar inspirada.”
Tradução
de Knox: “Ainda cá e lá tenho faltas
a descobrir em ti, tu tolerar a mulher Jezabel, que pretende ter o dom de
profecia, para desviar com seus ensinos os Meus servos.”
(1) A Mulher Jezabel (I Reis 16:31; 18:19; 19:1-8; 21:5-15, 23-25; II
Reis 9:22-37)
(a) Uma
profetiza de Baal
(b) Seus
esforços para seduzir o povo de Deus
(c) Apostasia
em Israel
(d) Perseguição
aos filhos fiéis de Deus
(e) Três ano e
meio de fome
(f) Elias e
sua mensagem de reforma
(g) A sentença
de Jezabel.
(2) O
antítipo Jezabel – Roma Papal, a meretriz (Apoc 17:1-6)
(a) Identificada
com Babilônia, a inimiga de Deus.
“O arquienganador não
havia terminado a sua obra. Estava decidido a congregar o mundo cristão sob sua
bandeira, e exercer o poder por intermédio de seu vigário, o orgulhoso pontífice
que pretendia ser o representante de Cristo. Por meio de pagãos
meio-convertidos, ambiciosos prelados e eclesiásticos amantes do mundo,
realizou ele seu propósito....
“No século VI tornou-se o papado firmemente estabelecido.
Fixou-se a sede de seu poderio na cidade imperial e declarou-se ser o bispo de
Roma a cabeça de toda a igreja. O paganismo cedera lugar ao papado. O dragão
dera à besta "o seu poder, e o seu trono, e grande poderio'.” – GC, 53, 54.
(b) Sua
aliança ilícita com o trono;
(c) Seus esforços
para seduzir o povo de deus;
(d) Sua luta
contra a palavra de Deus;
(e) Seus
esforços para esmagar o povo de Deus
(f) O período de eclipse para os poderes da vida e da luz (Apoc
11:3-6; 12:6).
“E começaram então os 1.260 anos da opressão papal preditos nas
profecias de Daniel e Apocalipse. (Dan. 7:25; Apoc. 13:5-7.) Os cristãos foram
obrigados a optar entre renunciar sua integridade e aceitar as cerimônias e
culto papais, ou passar a vida nas masmorras, sofrer a morte pelo instrumento
de tortura, pela fogueira, ou pela machadinha do verdugo... Durante séculos a
igreja de Cristo encontrou refúgio no isolamento e obscuridade. Assim diz o
profeta: 'A mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por
Deus, para que ali fosse alimentada durante mil e duzentos e sessenta dias.'
Apoc. 12:6.
“O acesso da Igreja de Roma ao poder assinalou o início da
escura Idade Média.” – GC, 54, 55.
b. Os
tratamentos de Deus a Jezabel (Apoc
2:21-23)
(1) Tempo para se arrepender mas
recusado
Tradução de Knox:
“Dei-lhe tempo para o arrependimento, mas ela não quer abandonar os seus
caminhos de prostituta.”
(2) A sua
recompensa, dos seus amantes e das suas filhas
Tradução de
Weymouth: “Digo-lhe que estou prestes a lançá-la num leito de dor, e
afligirei severamente aqueles que com ela adulteram, a menos que se arrependam
da conduta igual a dela. Suas filhas certamente morrerão; e todas as igrejas
virão a conhecer que Sou Eu que examina os pensamentos íntimos dos homens; e
recompensarei a cada um conforme as suas obras.”
Tradução
Americana: “Vede! Fá-la-ei deitar num leito de dor, e trarei grandes
desgraças sobre os que partilham sua imoralidade, a menos que se arrependam das
suas práticas, e ferirei de morte as suas filhas. Então todas as igrejas
saberão que Eu Sou quem examina as mentes e os corações dos homens, e
retribuirei a cada um de vós por aquilo que tendes feito.”
c. O símbolo de Jezabel é
apropriado
Jamais alguns
símbolos foram mais apropriados do que os de Jezabel com a igreja de Tiatira.
Jezabel veio da casa de Baal para a casa de Deus. Pagã de coração, tornou-se a
rainha de Israel. Do lugar de sua
influência no trono fez todos os esforços para seduzir os adoradores de Deus e
para estabelecer o culto de Baal. Todos os esforços foram feitos para esmagar
os servos de Deus e para honrar os
sacerdotes de Baal. Os profetas de Deus foram mortos à espada e fugitivos no
deserto. Por três anos e meio houve fome na terra. Veio então o desafio de
Elias no Carmelo e a reforma vagarosa e difícil. Tal se deu contra a igreja de
Tiatira. A vinda de Jezabel trouxe consigo terrível escuridão. A meretriz
assentava-se sobre o trono enquanto que a virgem fugia para o deserto. Por três
anos e meio proféticos, o período de 1260 anos preditos pelos profetas, a
verdade esteve eclipsada enquanto que na terra havia fome espiritual.
Finalmente surgiram profetas, luz, e a obra da reforma.
“Em toda a história não há outro caráter que represente tão
cabalmente o sistema papal – seu caráter, obras e culto – como a impura mulher
de Acabe, a Jezabel destas epístolas. Era uma pagã casada com judeu; e tal é o
caráter do sistema papal nos seus principais elementos – paganismo unido a um
judaísmo obsoleto. É descrita como mulher que se diz profeta e como encarregada de ser mestre dos servos de
Deus; o papado professa e pretende ser o único mestre infalível do céu a
ensinar a verdade de Deus. Ela é descrita como tendo um conjunto de ‘obras’,
enfaticamente chamado ‘suas obras’ para distinguir de outras que são chamadas
‘obras de Cristo’; e o papado é um sistema de obras – uma religião de
cerimônias, penitências, jejuns, missas, rezas, vigílias, abnegações,
macerações do corpo, purgatórios, super privilégios e santidade meritória de
santos, pelas quais ela se propõe salvar seus devotos. Ela era adúltera; e o
papado, acima de tudo, se tem caracterizado por suas relações com reis e
potestades da terra, fazendo o que lhes agrada para conservá-los sob sua
direção e ensinar o povo de Deus a
submeter-se e aceitar as formalidades mundanas como meios de vitória cristã.
Ela foi uma perseguidora e matadora dos profetas e das testemunhas de Deus; e o
que mais distingue o papado é a severidade mostrada contra aqueles que se
levantaram contra suas ímpias pretensões, e as torturas públicas e secretas, e
as matanças dos santos.” – J.A. Seiss, The Apocalypse, vol. I,
194, 195.
5. Palavras de
conforto e conselho (Apoc 2:24-25)
Tradução
de Knox: “Mas eu vos digo, estes outros em Tiatira que não seguem este
ensino, que nunca aprenderam os profundos mistérios (como são chamados) que
Satanás oferece; tendo novo fardo para por sobre vós; conservai o que já
tendes, até que Eu venha.”
6. Promessas (Apoc 2:26-28)
Tradução
Americana: “Aquele que for vitorioso e continuar até o fim a fazer o que Me
agrada, dar-lhe-ei autoridade sobre os pagãos – a mesma autoridade que recebi
do Meu Pai; apascentará com vara de ferro, e os sacudirá como vasos de barro: -
e lhe darei a estrela da manhã.”
Tradução
de Knox: “Quem ganhará a vitória? Quem fará a minha vontade até o fim? Dar-lhe-ei autoridade sobre as
nações para apascentá-las como ovelhas com cajado de ferro, desfazendo-as em
pedaços como vasos de barro; a mesma autoridade que recebi do Meu Pai. E a
estrelas da manhã será sua.”
a. Poder sobre as nações (Sal
22:8, 9; Dan 2:44; 7:14, 18, 25-27)
Não serão os soberbos mas os mansos que herdarão a terra. Não será aos
que batem pelo poder que se dará o poder, mas aos humildes aos filhos de Deus
freqüentemente pisados é que se dará afinal o governo da terra.
b. A estrela da manhã
“Passara para o mundo a meia-noite. As horas de trevas estavam a
esvair-se, e em muitas terras apareciam indícios da aurora a despontar.
“No século XIV surgiu na Inglaterra um homem que devia ser
considerado "a estrela da manhã da Reforma". João Wycliffe foi o
arauto da Reforma, não somente para a Inglaterra mas para toda a cristandade.” –
GC, 79, 80.
“Assim pereceram os fiéis porta-luzes de Deus. Mas a luz das
verdades que proclamaram – luz de seu exemplo heróico – não se havia de
extinguir. Tanto poderiam os homens tentar desviar o Sol de seu curso como
impedir o raiar daquele dia que mesmo então despontava sobre o mundo.” – GC, 115
“Preeminente entre os que
foram chamados para dirigir a igreja das trevas do papado à luz de uma fé mais
pura, acha-se Martinho Lutero. Zeloso, ardente e dedicado, não conhecendo outro
temor senão o de Deus, e não reconhecendo outro fundamento para a fé religiosa
além das Escrituras Sagradas, Lutero foi o homem para o seu tempo; por meio
dele Deus efetuou uma grande obra para a reforma da igreja e esclarecimento do
mundo.” – GC, 120.
7. O convite para ouvir ( Apoc 2:29)
Deve-se notar que o convite feito à igreja
para ouvir é o último item que chega à igreja, vindo em seguida a promessa.
Para as três primeiras igrejas o convite para ouvir precede à promessa. Para as
últimas quatro, o convite segue a mesma.
“Nos três primeiros casos parece que o convite do Espírito parte
de dentro do corpo de membros para o mundo lá fora; nos últimos quatro, porém
parece que até o próprio Espírito está fora, e que o convite é agora
considerado como tendo a mesma relação, tanto para o corpo professo da igreja
como para o mundo. Isto é muito significativo quanto à prevalecente apostasia
que paganizou de tal maneira a professa igreja, que fez com que os cristãos
fossem tão raros na igreja como no mundo. Tal como a coluna de nuvem que se
levantou de diante do acampamento de Israel para se colocar por trás dele, para
separar o povo do Senhor dos Egípcios, assim também esta transposição indica
que a igreja, como um corpo, se tornou tão misturada com o mundo que se fez
necessário traçar uma distinção entre o verdadeiro povo de Deus e o mundo,
assim como o convite que lhe foi dirigido significava separar-se dele. Desta
maneira, temos que, em todas as epístolas em que a advertência do Espírito vem
depois da promessa, o conjunto professo da igreja é tratado, pois, como
apóstata e desesperadamente corrupto.” – J.A. Seiss, The Apocalypse,
vol. I, 187.
E. A Quinta Carta (Apoc
3:1-6)
1. Sardes – A igreja do período posterior à Reforma, fraca, mundana e
degenerada.
a. Período – 1563 – 1792
b. A cidade
(1) Localização
Cinqüenta milhas ao oriente de Esmirna;
Aos pés do monte Tmolo;
À margem oriental do rio Pactolo, que serve de escoadouro;
Lugar de grande beleza cercado de uma região muito fértil;
Acrópole sobre uma montanha de 150 pés de altura, uma crista da
montanha;
Uma fortaleza quase inexpugnável;
Inacessível exceto no ponto ao sul;
Os outros lados lisos como paredes de rocha quase perpendiculares;
Distinguida pela natureza como sede do vale do Hermo.
(2) História
Principia contemporaneamente com os inícios da Lídia no décimo século
antes de Cristo;
Tornou-se a capital da Lídia;
Esteve freqüentemente em guerras;
Grande inimiga das cidades Jônicas, as quais conquistou uma a uma;
Capital de Creso, o riquíssimo rei da Lídia;
546 a.C. – Tomada por Ciro, do confiante Creso, tornou-se sede da
satrapia persa;
499 a.C. – Queimada pelos atenienses, o que causou a guerra com a
Pérsia;
334 a.C. – Cercada por Alexandre;
214 a.C. – Tomada por estratagema, por Antíoco o Grande;
190 a.C. – Caiu nas mãos romanas depois da Batalha de Magnésia; Tornou-se
parte do reino de Pérgamo;
129 a.C. – Organização da Província da Ásia, causando a queda de Sardes
e suas fronteiras;
17 A.D. – Quase destruída por um terremoto, mas reconstruída por
Tibério;
295 A.D. – Após a desintegração da província romana da Ásia, tornou-se
a capital da Lídia sob hierarquia bizantina;
1402 A.C. – Completamente destruída por Tamerlão e jamais reedificada;
Hoje – Um campo ermo de espinhos, flores silvestres e ruínas
imponentes;
Algumas cabanas de nômades Yurucks por entre as antigas ruínas.
Impressões de Emerson de uma visita a Sardes:
“Há recordações mais
vívidas e variadas, ligadas ao panorama de Sardes do que se poderiam
possivelmente associar a qualquer outro lugar da terra; mas todas estão
misturadas de um sentimento de desgosto com a pequenez da glória humana; tudo –
tudo passou. À minha frente estavam os estandartes de uma religião morta; os
túmulos de monarcas esquecidos, e a palmeira que se agitara no salão de
banquete dos reis; enquanto que o sentimento de desolação que me envolvia era
duplamente acentuado por causa da solidão e do céu muito claro acima de mim, o
qual, com seu brilho imorredouro, brilhava agora tão puro como quando raiava
sobre os áureos sonhos de Creso.”
(3) Religião
Cibele, uma deusa Anatólia, era a deidade protetora da cidade.
Seu culto era semelhante ao de Diana dos efésios.
Suas moedas revelam alianças religiosas com Éfeso.
Cibele é descrita como uma estranha figura rústica de vários seios.
Ela era cultuada num magnífico templo cujas ruínas ainda existem.
Havia também um templo de Zeus.
(4) A igreja
Uma comunidade cristã desenvolveu-se antigamente em Sardes.
Tornou-se a sede de um bispo da igreja.
As paredes de uma igreja erigida antes do quarto século A.D. ainda
estão em pé.
O trono de mármore do bispo de Sardes foi descoberto.
2. O Autor – Apoc. 3:1
Aquele que
tinha os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas de Apoc. 2:1.
3. Mensagem de condenação – Apoc. 3:1
Tradução
de Knox: “Eu conheço todos os teus feitos, como te fazes passar por vivo, e
de como em tudo és um cadáver.”
Tradução
de Weymouth: “Eu conheço os teus feitos – supõe-se de que estás viva, mas
em realidade está morta.”
Standard Revised Version:
“Eu conheço as tuas obras; tu tens o nome de que vives, e estás morta.”
A igreja de
Sardes é a igreja do período da reforma. Neste período a única coisa que se
esperaria é vida e vitalidade. Depois das trevas e da infâmia do período de
Tiatira, só poderia ser natural supor que a igreja há pouco fundada pelos
reformadores devesse ser uma igreja viva com zelo e vigor, pura na fé, e
inteiramente devotada ao serviço de Deus. Entretanto, em lugar do costumeiro
elogio, a mensagem inicial a esta igreja é de condenação. – Presumia-se que a
igreja estava viva mas estava morta. Sardes foi um período de frias
formalidades religiosas que tinham aparência de vida, uma igreja, entretanto,
realmente morta.
“Contudo, a vida nova não jactanciosa eram em muitos sentidos
apenas de nome, e não na realidade. Estes sardenses haviam ouvido e recebido o
que era reto e bom; mas eles não se apegaram ou não cresceram naquilo que lhes
foi dado, e tornaram-se mortos nas muitas formas e ornamentos da nova vida.
Embora tivessem desafiado e escapado dos feiticeiros, eles permitiram que suas
vestes fossem arrastadas por outros aviltamentos. ... Em grande parte, a igreja
de Sardes nada mais era que uma planta abatida e uma carcaça morta. Surgiu no
frescor da novidade; tinha ouvido e recebido daquilo que é próprio os
verdadeiros santos terem na vida; mas em pouco tempo tinha mais profissão do
que vitalidade, e mais jactância do que pureza ou frutos.” – J.A. Seis, The Apocalypse. Vol. I, 162.
“Nalguns respeitos o décimo oitavo século é o mais ilusório
período da história da Inglaterra. É a cincerela dos séculos. Ninguém tem uma
boa palavra com a qual se referir a ele. Carlyle resume-o numa frase amarga:
“alma extinta; estômago bem vivo. ...
“O verdadeiro escândalo da Inglaterra no décimo oitavo século, a
lepra que envenenava seu sangue, a mancha negra no disco luminoso de sua
história, é a decadência da religião que distinguiu os seus primeiros 50 anos.
No que se refere à sua fé, a Inglaterra estava morta. Os seus céus espirituais
eram tão negros como a meia-noite no Ártico, e enregelados como as suas geadas.
...
“Somente com um esforço de imaginação histórica é que podemos
reconhecer a condição da Inglaterra em 1703. ... Montesquieu que estudou a
Inglaterra daqueles tempos a sua maneira francesa e aguda, diz grosseiramente:
‘Não existe tal coisa como religião na Inglaterra’. ... O cristianismo sob os
céus da Inglaterra nunca esteve, nem no passado nem agora, tão próximo do estado
de morto. Quem não se lembra das sentenças com as quais o bispo de Butler,
tenebroso insinuante, intelecto poderoso, prefixou a sua analogia? Ela tem
vários meios para ser tomada como idônea. Ele escreveu que ‘o cristianismo não
mais tanto um objeto de investigação, mas que, foi afinal agora manifesto que,
como fictício. ... Os homens o tratam como se, na época atual, ele fosse um
ponto com o qual todos os homens de discernimento concordem, e do qual nada
sobra a não ser como objeto principal de gaiatice e ridicularização’. Entre
Montesquieu e Butler, o grande francês e o ainda maior inglês, que outro
cortejo de testemunhas poderiam ser citadas com prova de decadência da fé na
Grã-Bretanha no começo do décimo oitavo século? E quando a fé morre, que é que
sobrevive?...
“O cristianismo não pode perecer; mas chegou perto do desmaio
mortal naquela era melancólica. ‘Houve”, diz Green, o historiador, ‘revolta
aberta contra a religião e contra as igrejas em ambos os extremos da sociedade
inglesa. Os pobres eram ignorantes e brutais num grau impossível de ser agora
reconhecido; os ricos, quase totalmente descrentes da religião, ligados a uma
baixeza de vida agora felizmente quase inconcebível.’...
“O verdadeiro despertamento da vida religiosa da raça de fala
inglesa data de Wesley. Dizer que ele reuniu os fragmentos da consciência
inglesa é verdade, mas é só meia verdade. Ele a criou de novo! Ela estava morta
– duplamente morta; e foi através de seus lábios que Deus soprou de novo nela o
fôlego de vida. ...
“O fator decisivo na religião daquele tempo foi ter ela deixado
de ser vida, ou de comunicar vida. Ela foi exaurida dos seus elementos
dinâmicos – a visão de um Cristo Redentor; a mensagem do perdão pessoal e
imediato. Isto estava congelado na teologia; desaparecera nas formalidades
eclesiásticas; fora cristalizado num sistema de éticas exteriores; tornara-se
um mero acessório dos políticos. Ninguém o imaginava, ninguém pensava nisto,
nem procurava reconhecê-lo, como uma libertação espiritual; uma libertação ao
toque dos dedos; uma libertação a ser reconhecido na experiência pessoal.
Religião traduzida em termos vivos da experiência humana, e habitando na alma
como energia divina, era coisa esquecida. Uma lâmpada elétrica sem a corrente
de eletricidade é um mero cordão de fibras calcinadas, pretas e mortas. E o
próprio cristianismo, na Inglaterra, no começo do 18.º século, foi exatamente
um tal círculo de fibras mortas.” W.H. Fitchett, Wesley and His Century, 11-15.
4. Elogio –
Apoc. 3:4
a. Algumas
pessoas em Sardes
Pietistas: Spenwer, Franque
Moravianos: Conde Zinzendorf
Quakers
Metodismo: Wesley, Whitefield
b. Andarão
com Ele de branco
5. Promessa ao Vencedor – v.5
a. Serão vestidos de branco
b. Seu nome não será tirado do
livro da vida
“Ao abrirem-se os livros de registro no juízo, é passada em
revista perante Deus a vida de todos os que creram em Jesus. Começando pelos
que primeiro viveram na Terra, nosso Advogado apresenta os casos de cada
geração sucessiva, finalizando com os vivos. Todo nome é mencionado, cada caso
minuciosamente investigado. Aceitam-se nomes, e rejeitam-se nomes. Quando
alguém tem pecados que permaneçam nos livros de registro, para os quais não
houve arrependimento nem perdão, seu nome será omitido do livro da vida, e o
relato de suas boas ações apagado do livro memorial de Deus.” – GC., 483.
“O livro da vida contém os nomes de todos os que já entraram ao
serviço de Deus. Se quaisquer destes se afastam dEle, e por uma obstinada
persistência no pecado se tornam finalmente endurecidos à influência do
Espírito Santo, seus nomes serão no juízo apagados do livro da vida, e eles
serão votados à destruição.” – PP., 326.
c. Jesus
confessará seu nome.
6. Analogias
entre as cartas de Éfeso e Sardes.
“As analogias entre as cartas de Éfeso e Sardes são íntimas, e
devem ser estudadas juntamente. A história desenrolou-se em linhas semelhantes
nas duas igrejas. Ambas começaram entusiasticamente e esfriaram. A degeneração
existiu em ambas; embora, em Éfeso a degeneração não se tinha tornado tão séria
como em Sardes. Desta maneira o ponto-chave na carta a Éfeso é apenas
alteração, instabilidade e incerteza; na carta a Sardes o ponto-chave é
degradação, falsa pretensão e morte.” – W. Ramsey, The Letters to the
Seven Churches of Asia, 369.
“As mensagens para a igreja de Éfeso e para a igreja de Sardes
foram-me freqüentemente repetidas por aquele que me dá a instrução para este
povo. ... A menos que estejamos constantemente em guarda, cairemos presa fácil
em seus inumeráveis enganos. ... Leiamos e estudemos aquelas porções da Palavra
de Deus que fazem referência especial a estes últimos dias, e que apontam os
perigos que ameaçarão o povo de Deus.” – 8 T, 98-101.
E. A Sexta
Carta: Apoc. 3:7-13
1. A Filadélfia
– A igreja das missões e da Bíblia.
a. Significação
– amor fraternal.
b. Período –
1792-1844.
c. A cidade
(1)
Localização
Na Lídia, vinte e oito milhas a sudeste de Sardes.
Porta de entrada e chave dos países da região oriental.
No vale de Cogamir, um tributário de Hermus.
Guardiã de uma importante região entre o Hermus e os vales adjacentes.
Numa entrada de correio romano, mais tarde a maior estrada comercial do
país.
Cidade construída sobre ampla colina.
Cercada de regiões bem férteis.
Localizada em região vulcânica e sujeita a terremotos freqüentes.
(2) História
189 AC. Veio a ser possessão do rei Eumenes de Pérgamo.
Chamada Filadélfia por causa de Átalo Filadelfo, irmão de Eumenes.
Tornou-se um centro de projeção na propaganda do helenismo.
Em 19 AD. A língua deixou de ser falada, e somente o grego foi usado.
Chamada “Pequena Atenas” devido aos seus muitos templos.
Em 17 AD. sofreu severo terremoto, o mesmo que devastou Sardes.
Teve o nome mudado duas vezes, em 17 AD. para Néo-Cesaréia em gratidão
a uma dádiva imperial, e mais tarde para Flávia em honra a Vespasiano (70-79
AD.)
Resistiu por muito tempo aos turcos depois de todo o resto da Ásia
Menor já se haver rendido.
Em 1390 sucumbiu diante de um exército
formado de turcos e bizantinos após um cerco de oito anos.
Atualmente uma moderna cidade com 15 mil habitantes conhecida hoje como
“Allah Sher”, “Cidade de Deus”.
(3) Religião
A religião de Filadélfia era mais anatólica do que grega.
O caráter grego ficou confinado às sombras superficiais e festivais.
Dionisos, o deus do vinho, era a cidade preponderante.
Moedas com dois irmãos idênticos, símbolo de sua unidade e afeição
mútua, comemoravam a aliança religiosa com Éfeso.
Fundou um culto a Germânico, o herdeiro de Tibério.
Recebeu o título ‘Neokoros’ ou guarda do templo de Caracala (211-217).
(4)
Cristianismo
Filadélfia tornou-se logo o centro de uma comunidade de cristãos.
A profetiza ‘Ammia’ celebrizou-se ali entre os anos 100 e 160 AD.
Depois da invasão turca, desfraldou longo tempo a bandeira do
cristianismo.
Hoje Filadélfia tem um bispo residente e cinco igrejas cristãs.
2. O Autor:
Apoc. 3:7
a. Aquele que é santo. Atos 3:14; Lev. 11:44.
b. Aquele que é verdadeiro. I João 5:20; João 14:6.
c. Aquele que tem a chave de Davi. Isa. 22:22; Ezeq. 21:26, 27; Luc.
1:32, 33; João 10:9; 14:6; 11:25.
d. Aquele que abre e homem algum fecha, que fecha e homem algum abre.
3. Uma porta
aberta colocada diante de Filadélfia. Apoc. 3:8.
a. A porta do lugar santíssimo.
“Viam agora que estavam certos em crer que o fim dos 2.300 dias em
1844 assinalava uma crise importante. Mas, conquanto fosse verdade que se
achasse fechada a porta da esperança e graça pela qual os homens durante mil e
oitocentos anos encontraram acesso a Deus, outra porta se abrira, e oferecia-se
o perdão dos pecados aos homens, mediante a intercessão de Cristo no lugar
santíssimo. Encerrara-se uma parte de Seu ministério apenas para dar lugar a
outra. Havia ainda uma "porta aberta" para o santuário celestial,
onde Cristo estava a ministrar pelo pecador.
“Via-se agora a aplicação das palavras de Cristo no Apocalipse,
dirigidas à igreja, nesse mesmo tempo...” – GC., 429, 430.
“... e que a aceitação da verdade concernente ao santuário
celeste envolvia o reconhecimento dos requisitos da lei de Deus, e da
obrigatoriedade do sábado do quarto mandamento. Aí estava o segredo da oposição
atroz e decidida à exposição harmoniosa das Escrituras, que revelavam o
ministério de Cristo no santuário celestial. Os homens procuravam fechar a
porta que Deus havia aberto, e abrir a que Ele fechara. Mas "O que abre, e
ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre", tinha declarado: "Eis que
diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar." Apoc. 3:7 e
8. Cristo abrira a porta, ou o ministério, do lugar santíssimo; resplandecia a
luz por aquela porta aberta do santuário celestial, e demonstrou-se estar o
quarto mandamento incluído na lei que ali se acha encerrada; o que Deus
estabeleceu ninguém pode derribar” – GC., 435.
“Vi que a presente prova do sábado não poderia vir até que a
mediação de Jesus no lugar santo terminasse e Ele passasse para dentro do
segundo véu; portanto os cristãos que dormiram antes que a porta fosse aberta
no santíssimo, quando terminou o clamor da meia-noite no sétimo mês, em 1844, e
que não haviam guardado o verdadeiro sábado, agora repousam em esperança, pois
não tiveram a luz e o teste sobre o sábado que nós agora temos, uma vez que a
porta foi aberta. Eu vi que Satanás estava tentando alguns do povo de Deus
neste ponto. Sendo que grande número de bons cristãos adormeceram nos triunfos
da fé e não guardaram o verdadeiro sábado, eles estavam em dúvida quanto a ser
isto um teste para nós agora.
Os inimigos da verdade presente têm estado procurando abrir a
porta do lugar santo, a qual Jesus fechou, e a fechar a porta do lugar
santíssimo, que Ele abriu em 1844.” – GC., 42, 43.
b. A porta de
acesso ao Pai
“Nosso Redentor abriu o caminho, de maneira que o mais pecador,
necessitado, opresso e desprezado pode achar acesso ao Pai. Todos podem ter um
lar nas mansões que Jesus foi preparar. ‘Isto diz o que é santo, o que é
verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre e ninguém fecha; e fecha e
ninguém abre; ... eis que diante de ti tenho posto uma porta aberta, e ninguém
a pode fechar’. Apoc. 3:7 e 8.” – GC., 113.
“As orações simples formuladas pelo Espírito Santo ascenderão
através dos portais entreabertos, a porta aberta da qual Cristo declarou, Eu
abri, e homem algum a pode fechar. Estas orações, misturadas com o incenso da
perfeição de Cristo, ascenderão como fragrância ao Pai, e as respostas virão.”
– 8 T., 467.
c. A porta
para a luz e para a verdade
“A tesouraria das jóias da verdade está aberta a todos. ‘Eis que
diante de ti pus uma porta aberta’, declara o Senhor, ‘e ninguém a pode fechar.’
Apoc. 3:8. Espada alguma guarda a entrada desta porta.” – PJ., 117.
“Ninguém deve pretender ter toda a luz que há para os filhos de
Deus. O Senhor não tolerará isso. Ele disse: ‘Eis que diante de ti pus uma
porta aberta, e ninguém a pode fechar.’ Apoc. 3:8. Mesmo que todos os nossos
dirigentes recusem a luz e a verdade, essa porta ainda continuará aberta. O
Senhor suscitará homens que darão ao povo a mensagem para este tempo.” – TM.,
107.
“Jesus diz: "Eis que diante de ti pus uma porta aberta, e
ninguém a pode fechar." Apoc. 3:8. Dessa porta brilha uma luz e, se
quisermos, teremos o privilégio de recebê-la. Dirijamos o nosso olhar para essa
porta aberta, e busquemos receber tudo quanto Cristo está disposto a
conceder-nos.” – TM., 381.
d. A porta da oportunidade missionária: II Cor. 2:12; I Cor. 16:9;
Atos 14:27.
O final do
18º século devia testemunhar a inauguração de um dos mais poderosos movimentos
que o mundo já viu, o esforço dos poderes da cristandade em enviar mensageiros
para a evangelização do mundo e para dar à Palavra de Deus a todos os povos que
se acham em escuridão. Foi este um sermão pregado por Guilherme Carey em Nottingham, na Inglaterra, em 31 de maio
de 1792, que impeliu a centelha cujo destino era incentivar os corações dos
cristãos em todas as igrejas e países.
“Julgado segundo os seus resultados momentosos e seu vasto
alcance, este sermão deve ser considerado como um dos principais da história
cristã, secundado apenas pelo sermão da montanha. Tendo Isaías 54:2,3 como
texto, ele prosseguiu em desdobrar as duas subdivisões incomparáveis e
imortais, ‘esperai grandes coisas de Deus’ e eminentemente como só Carey, do princípio ao fim –
unindo obras incansáveis à uma fé de aço, ‘empreendei grandes coisas para
Deus’. Nesta hora jamais esquecida, os desejos de anos encontraram sua primeira
completa expressão. ...
“Em janeiro de 1797, podia-se afirmar a respeito dos resultados
amplos e distantes do fervor religioso: ‘Cristãos de todos os cantos do país
estão se reunindo de maneira regular e derramando as suas almas pelas bênçãos
de Deus no mundo’. E ainda: ‘Os esforços de tanto êxito feitos para introduzir
o Evangelho nos lares do Sul tiveram a mais poderosa influência para unir os
devotos servos de Cristo de todas as denominações nos laços do amor fraternal.”
– Delavan L. Leonard, A Hundred Years of Missions, 75,
89.
“Os cristãos começaram a ver e sentir que o Evangelho é mais do
que ortodoxia, e que a viva agressividade é uma das suas feições fundamentais.
A era de reavivamentos, de missões, aos quais se seguiram esforços unidos para
a conversão geral da humanidade, tais como não houve desde os primeiros tempos.
... Havia grandes reavivamentos de vida e fraternidade entre os cristãos. Tudo
isto vemos descrito na Sexta Epístola, e verificamos na história dos últimos
cem anos.” – J.A. Seiss, The Apocalypse, 197, 198.
4. Elogio e
Recompensa: Apoc. 3:8-10
a. Suas obras
Em 1784 havia
somente vinte postos missionários protestantes no mundo, a metade dos quais nas
mãos dos moravianos. A igreja cristã simplesmente não se interessava em
missões. Quando Guilherme Carey
numa convenção de ministros em 1786 apresentou a questão da obrigatoriedade dos
ministros em levar a mensagem de Cristo a todas as nações, ele foi reprovado e
pediram-lhe que se apresentasse. Um breve resumo das atividades que irromperam
das forças da cristandade em seguida ao momentoso sermão de Carey de 1792, ajuda a dar-nos algumas
idéias da onda da atividade nos hesitantes anos que cobrem o período de
Filadélfia.
1792 Panfleto de Carey
sobre as obrigações dos cristãos quanto às missões.
1792 Organização da Sociedade Missionária Batista.
1793 Guilherme Carey
navega para a Índia.
1793 Fundação da Sociedade Escocesa de Colportagem e tratados.
1794 Primeiros número da “The Evangelical Magazine”, uma publicação missionária.
1795 Organização da Sociedade Missionária de Londres.
1796 Estabelecimento da Sociedade Missionária de Nova York
1796 Viagem do “Duff”, um navio missionário à vela com 29
missionários para os Mares do Sul.
1797 Organização da Sociedade Missionária dos Países Baixos
1798 Viagem do “Duff” com 46 missionários
1799 Fundação da Sociedade Missionária da Igreja
1799 Estabelecimento da Sociedade Inglesa de Tratados Religiosos
1800 Estabelecimento da Escola Missionária Janique em Berlim
1802 Fundação da Sociedade Batista em Massachusetts
1804 Organização da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira
1806 O ‘Grupo do Monte de Feno’ inicia suas atividades no ‘Williams College’.
1807 Robert Morrison
embarca para a China
1810 Organização da Comissão Americana de Comissários para as Missões
Estrangeiras
1812 Henry Martyn embarca para a Pérsia e Arábia
1812 Adoniran Judson
inicia o trabalho em Burma
1814 Organização na América da União Missionária Batista
1815 Fundação do Instituto Missionário em Basel
1816 John Williams
navega para as Ilhas Sociedade
1816 Estabelecimento da Sociedade Bíblica Americana
1816 Estabelecimento da Sociedade Wesleiana
1817 Robert Moffat embarca para a África
1818 Fundação da Sociedade Britânica de Marinheiros Estrangeiros
1820 Hiram Bingham
embarca para Havaí
1824 Estabelecimento da Sociedade Missionária de Berlim
1825 Fundação da Sociedade Americana de Folhetos
1828 Organização da Sociedade Americana dos Marinheiros
1829 Alexandre Duff embarca para a Índia
1834 Primeira sociedade missionária de estrangeiros, feminina,
formada em Londres
1836 Marcos Whitman parte como missionário aos índios de Oregon
1840 Davi Livingstone inicia o seu trabalho na África
1844 João Ludgig Krapf
parte a África Oriental
b. Sua ‘pouca
força’ e ainda a sua fidelidade a Deus: Apoc. 3:8
Tradução de Knox:
“Eu sei que pequena é a tua força, e de como ainda tens sido fiel à Minha
mensagem, e não negaste o Meu nome.”
Twentieth Century New Testament:
“Eu sei que, embora a força que tens seja pequena, conservas em mente o meu
ensino, e não negaste a Minha causa.”
Tradução
Americana: “Eu sei que tens pouca força, mas tens obedecido a Minha
mensagem e não negaste o Meu nome.”
O período de Filadélfia não foi somente um tempo de notável atividade
na obra das missões cristãs e na distribuição da Bíblia, mas foi também um de
grande interesse no cumprimento da profecia bíblica e de espera pelo breve
advento de Cristo. O cumprimento dos sinais dados por Jesus, o escurecimento do
sol em 19/5/1780, e a queda das estrelas em 13/11/1833 serviram para patentear
na mente de muitos a proximidade do fim. Em partes longínquas e espalhadas do
mundo, homens começaram a examinar a Palavra de Deus e, independentemente uns
dos outros, chegaram à conclusão de que o fim estava realmente perto.
1800 George Richards
distribui as Preleções de Bampton, ‘A Defesa e Ilustração da Origem Divina da
Profecia’.
1806 Publicação das Dissertações
de Faber sobre
as Profecias
1812 Publicação de Lacunza, A
Segunda Vinda do Messias em Glória e Majestade
1813 Publicação de Cunningham,
Dissertação Sobre os Selos e Trombetas
1814 Publicação de Hatley Frere, União
Conjunta das Profecias de Cristo
1821 A doutrina da Vinda de Cristo é ensinada por um sacerdote na
Tartária.
1821 José Wolf
inicia em nações ao redor do mundo a proclamação da breve volta de Jesus.
1823 Publicação de Edward
Irving de O Juízo Vindouro
1824 Publicação de Leonard Heinrich Keller de O Fim
Próximo
1826 Iniciaram-se reuniões anuais no ‘Albury Park, Surrey’ daqueles que
estavam interessados no breve advento de Cristo.
1826 João George Lutz prega na Bavária sobre a Vinda de Cristo.
1828 Publicação de Alexandre Keith de Evidências da Verdade da Religião Cristã, Derivadas do Cumprimento
Literal da Profecia
1829 Publicação de Archibald
Mason de Dois Ensaios Sobre os
Números Proféticos dos 2.300 Dias de Daniel e o Dever dos Cristãos de
Investigar a Libertação da Igreja
1829 Início de uma publicação profética trimestral, Vigia Matinal
1830 O ministro de maior capacidade da Holanda, Sr. Hentzepeter
publicou um panfleto sobre o fim do mundo
1831 W.E. Davis de Carolina do Sul começou a proclamar o segundo
advento.
1831 Guilherme Miller começa a pregar.
1836 Publicação das preleções de Guilherme Miller, em forma de livro
1840 Publicação de Sinais dos
Tempos
1840 Primeira conferência geral dos crentes adventistas de Boston
1842 Publicação de Josué Himes de O Clamor da
Meia-Noite
1843 Pregação pela crianças da Grécia sobre a breve vinda de Cristo
c. A sinagoga
de Satanás reconheceria que Deus os ama. Ap. 3:9.
Tradução de Moffat:
“Vede, farei com que aqueles que pertencem àquela sinagoga de Satanás, que se
dizem judeus (nem judeus são eles, mas mentirosos) – vede, os farei reconhecer
que eu te amei.”
“Logo ouvimos a voz de Deus semelhante a muitas águas, a qual
nos anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus. Os santos vivos, em número de
144.000, reconheceram e entenderam a voz, ao passo que os ímpios julgaram fosse
um trovão ou terremoto. Ao declarar Deus o tempo, verteu sobre nós o Espírito
Santo, e nosso rosto brilhou com esplendor da glória de Deus como aconteceu com
Moisés, na descida do Monte Sinai.
“...Por causa de nosso estado feliz e santo, os ímpios
enraiveceram-se e arremeteram violentamente para lançar mão de nós, a fim de
lançar-nos à prisão, quando estendemos a mão em nome do Senhor e eles caíram
indefesos ao chão. Foi então que a sinagoga de Satanás conheceu que Deus nos
havia amado a nós...” – VE., 58.
“O senhor acha que aqueles que adoram prostrados aos pés dos
santos (Apoc. 3:9), serão salvos no final. Nisto tenho que discordar do senhor,
pois Deus mostrou-me que esta classe é de adventistas nominais que já caíram,
já crucificaram de novo o Filho de Deus, e O expuseram ao vitupério público. E
na hora da tentação que está para vir, para expor o verdadeiro caráter de cada
um, eles conhecerão que estão perdidos para todo o sempre; e oprimidos,
angustiados de espírito, eles cairão aos pés dos santos.” – E.G. White, A
Word to the ‘Little Flock’, 12.
d. Serão guardados da hora da tentação – Apoc. 3:10; Mat. 3:2-3; Sal.
91:14; 5 T., 297.
Twentieth Century New Testament:
“Tu guardas em mente os Meus ensinos com paciência, e por isso guardar-te-ei em
mente na hora de tribulação que vem sobre todo o mundo, a hora em que todos os
que vivem na terra serão provados.”
Tradução de
Moffat: “Por teres guardado o Meu chamado com perseverante paciência,
guardar-te-ei salvo através da hora de tribulação que virá sobre o mundo para
provar os habitantes da terra.”
“Está iminente diante de nós a "hora da tentação que há de
vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na Terra". Apoc. 3:10.
Todos aqueles cuja fé não estiver firmemente estabelecida na Palavra de Deus,
serão enganados e vencidos. ... Os que sinceramente buscam o conhecimento da
verdade, e se esforçam em purificar a alma pela obediência, fazendo assim o que
podem a fim de preparar-se para o conflito, encontrarão refúgio seguro no Deus
da verdade. "Como guardaste a palavra da Minha paciência, também Eu te
guardarei" (Apoc. 3:10), é a promessa do Salvador. Mais fácil seria enviar
Ele todos os anjos do Céu para protegerem Seu povo, do que deixar a alma que
nEle confia ser vencida por Satanás” – GC., 560.
“Embora o povo de Deus
esteja rodeado de inimigos que se esforçam por destruí-lo, a angústia que
sofrem não é, todavia, o medo da perseguição por causa da verdade; receiam não
se terem arrependido de todo pecado, e que, devido a alguma falta, não se
cumpra a promessa do Salvador: ‘Eu te guardarei da hora da tentação que há de
vir sobre todo o mundo.’ Apoc. 3:10.” – GC., 619.
5. Conselho a
Filadélfia – Apoc. 3:11; Heb.
10:35-37
“O trono e a coroa são penhores de uma condição atingida; são os
testemunhos da vitória sobre o próprio eu por meio de nosso Senhor Jesus
Cristo.” – DTN., 619.
6. A Recompensa
ao Vencedor – Apoc. 3:12
a. Ser um
pilar no templo de Deus: Gál. 2:9; Ef. 4:14; Heb. 10:23
“Na perda de
Éfeso, os cristãos lamentaram a queda do primeiro anjo, a extinção do primeiro
castiçal das Revelações; a desolação é completa; igualmente o templo de Diana
ou igreja de Maria passará despercebida ao exame do viajante curioso. Os três
imponentes teatros de Laodicéia, e o circo, são agora povoados de leões e raposas; Sardes está
reduzida a um vilarejo miserável; em Pérgamo e Tiatira o deus de Maomé, sem
rival ou filho, é invocado nas mesquitas, e a vasta população de Esmirna é
sustentada pelo comércio estrangeiro de francos e armênios. Somente Filadélfia
foi salva pela profecia, ou pela coragem. Distante do mar, esquecida dos
imperadores, circunscrita por todos pelos turcos, os seus valentes habitantes
defenderam a sua liberdade e a sua religião por meio de oitenta anos; embora
capitulassem por fim, diante do altivos otomanos. Mas, por entre as colônias
gregas e as igrejas da Ásia, Filadélfia ainda permanece; uma coluna numa cena
de ruínas, um exemplo admirável de que os caminhos de honra e da segurança podem ser os mesmos
muitas vezes.” – Edward Gibbon. The
History of the Decline and Fall of the
Roman Empire, vol. VI, cap. LXIV, pg. 229.
b. Um novo nome
(1) O nome de Deus – Apoc. 14:1;
22:4; I João 3:1, 2
(2) O nome da
cidade de Deus – Apoc. 21:2; Isa. 54:5; 4:2,3; Heb. 12:22, 23
“As imaculadas vestes da justiça de Cristo são colocadas sobre
os provados, tentados mais fiéis filhos de Deus. Os desprezados remanescentes
são vestidos de vestes gloriosas, que nunca mais serão manchadas pelas
corrupções do mundo. Seu nomes são retidos no livro da vida do Cordeiro,
registrados entre ao fiéis de todos os séculos...
“Estes são os que se acharão sobre o monte Sião com o Cordeiro,
tendo escrito na fronte o nome do Pai. ...
“Naquele dia o Renovo do Senhor será cheio de beleza e de
glória, e o fruto da terra excelente e formoso para os que escaparem de Israel.
E será que aquele que ficar em Sião e o que permanecer em Jerusalém será
chamado santo; todo aquele que estiver inscrito entre os vivos em Jerusalém.” –
2 TS., 178, 179
F. A Sétima
Carta – Apoc. 3:14-22
1. Laodicéia – A Igreja do Fim,
Rica e Satisfeita
a. Significação
A palavra grega Laodicéia é formada de duas palavras gregas: laos – povo, e dikaios – justo, direito, legal. A forma verbal desta última raiz
significaria ‘assentar o direito’, ‘achar reto’, ‘julgar’, ‘declarar justo ou
reto’. A palavra Laodicéia desta forma significa algo semelhante a ‘povo
justo’, ou ‘julgado’ ou ‘povo justificado’.
b. Localização
No fértil e pitoresco vale do Licos, da antiga Frígia.
Cem milhas a leste de Éfeso, cinqüenta milhas a sudoeste de Filadélfia.
Numa importante bifurcação de estrada, uma rumo leste a Éfeso, e a
outra a noroeste para Filadélfia, Sardes, Tiatira e Pérgamo.
A estrada grande vinda do ocidente entre
Laodicéia pelos ‘portões de Éfeso’ e sai no lado oriental pelos ‘portões da
Síria’.
Laodicéia foi considerada como um guarda da porta, e tornou-se sítio de
uma resistente fortaleza.
O seu grande fraco era depender da água fornecida por um aqueduto vinda
de um local a seis milhas ao sul.
Colossos e Hierápolis eram cidades vizinhas.
c. Características
Grande centro manufatureiro, comercial e financeiro.
Suas atividades bancárias abrangiam grande parte do Oriente. Muitos dos
que habitavam eram bem ricos, independentes e orgulhosos.
Hiero deixou a fortuna de dois mil talentos para a cidade.
Transformavam uma lã brilhante e delicada, de cor escura, produzida no
vale, em vestes pretas sem costura, e em tapetes que eram vendidos para longe.
Possuíam notáveis fontes térmicas e banhos de lodo.
As águas minerais possuíam
propriedades medicinais que atraíam milhares de doentes e esta estação
de águas da moda.
Estas águas, próprias para banho, eram imprestáveis como bebida.
Fontes térmicas em Hierápolis precipitavam-se por um despenhadeiro no
outro lado de Laodicéia e a água tornava-se morna no caminho.
A localidade estava sujeita a muitos terremotos.
“Não há cidade cujo espírito e natureza seja mais difícil de
descrever do que Laodicéia. Não há extremos, e
dificilmente fatos bem marcantes. Mas é exatamente neste equilíbrio que
se encontra seu caráter peculiar. Foram estas as qualidades que contribuíram
essencialmente para fazer dela um próspera cidade comercial, a cidade das
finanças e dos banqueiros, que se adaptava às necessidades e aos desejos dos
outros, sempre flexível e acomodadora, cheia de espírito de compromisso.” – W.L.
Ramsay, The Letters to the Seven Churches
of Asia, 422, 423.
d. História
Conhecida nos seis primeiros dias como Dióapolis e Roas.
Reconstruída por Antíoco II (261-246 AC.) e chamada Laodicéia em
homenagem à sua esposa.
Um grande número de judeus foi
fixado ali por Antíoco III (233-187 AC).
Em 190 AC. caiu nas mãos dos romanos que a entregaram a Eumenes, rei
de Pérgamo.
Em 133 AC. Anexada a Roma.
Nesta época a cidade floresce.
Cícero fazia-lhe a corte e escreveu muitas de suas cartas em Laodicéia.
Em 60 AC. Foi destruída por um terremoto, entretanto, a cidade era
tão rica que os seus habitantes a reconstruíram às suas próprias custas sem o
costumeiro subsídio imperial.
Em 1.071 foi tomada pelos Seldjúcidas.
Em 1.119 foi recuperada por cristãos sob João Cmneno.
Caiu outra vez nas mãos dos turcos.
A cidade acabou em ruínas e se encontra hoje sem habitantes algum.
Ruínas de três grandes teatros, o aqueduto e o curso de seu povo
ainda visível.
e. Religião
O deus da Frígia “Men Karou” era deus original da região. Um mercado
era mantido sob a sua proteção que atraía muita gente para fins comerciais.
A escola de medicina de Laodicéia
era dirigida em conexão com o templo do deus.
Uma forma helenizada do velho deus nativo era adorado ali como Zeus.
Nos tempos de Roma, Laodicéia tornou-se um centro sa religião
imperial.
Recebeu a reitoria do templo sob Comodo (180-192 AD.)
Encontram-se muitas moedas e alianças, mostrando relações religiosas
com a maior parte das cidades vizinhas.
f. Cristianismo
A Igreja de Laodicéia foi provavelmente fundada por companheiros de
Paulo, enquanto o apóstolo trabalhava em Éfeso.
Paulo em sua carta à vizinha Colossos expressa grande interesse e
referência à igreja de Laodicéia e também Hierápolis. (Col. 2:1; 4:13, 15).
Uma carta foi enviada por Paulo a Laodicéia. (Col. 4:16)
Paulo pediu que sua carta aos Colossenses fosse lida em Laodicéia
(Col. 4:16).
A primitiva igreja de Laodicéia gozava proeminência e importância.
Sagaris, seu bispo, foi martirizado em 166 AD.
Numerosos concílios da igreja foram ali realizados, entre eles o
importante concílio de 364 AD. No qual
havia trinta e dois bispos presentes.
A igreja desapareceu completamente através do tempo.
2. O Autor da
Carta de Laodicéia – Apoc. 3:14
a. O Amém – II Cor. 1:20
“Amém” é uma
palavra hebraica significando ‘firme’, ‘fiel’, ‘verdadeiro’. É usada como um
particípio de afirmação, significando ‘verdadeiramente’, ‘de uma verdade’,
‘assim seja’. Esta é uma única vez que aparece na Bíblia como um nome próprio.
Usualmente aparece após uma afirmação ou uma oração, como uma espécie de
confirmação, ‘assim seja’, ou ‘assim na verdade’. Aplicado aqui como um título
de Jesus, deve ser usado num sentido de perfeição ou conclusão, ‘Aquele que é
verdadeiro’. A mensagem de Laodicéia é a
última mensagem de Deus, a última mensagem
de Jesus à última igreja e é a Ele que se dá aqui o apropriado título
“Amém”.
b. A testemunha fiel e
verdadeira – Apoc. 19:11; 22:6; João 3:11.
c. O princípio da criação de
Deus.
The Twentieth Century New Testament:
“Aquele por meio de quem Deus começou a criar.”
Tradução de
Knox: “A fonte da qual se iniciou a criação de Deus.”
Tradução
Americana: “A origem da criação de Deus.”
3. Aqueles aos quais se destina a
mensagem de Laodicéia.
“O chamado ao banquete do evangelho deve ser dado primeiramente
nos caminhos. Deve ser dado àqueles que pretendem estar nos caminhos da
experiência cristã, - aos membros das diferentes igrejas. ‘Quem tem ouvidos, ouça o que o espírito
diz às Igrejas.’ Apoc. 2:7. Nestas igrejas há adoradores falsos...
“A advertência destinada à última igreja deve ser proclamado a
todos os que pretendem ser cristãos. A mensagem de Laodicéia, semelhante a uma
espada afiada de dois gumes, deve ir a toda as igrejas.” – 6 T., 76, 77.
“Foi-me mostrado que o testemunho dado aos laodicenses se aplica
ao povo de Deus da atualidade.” – 1 T., 186 (Escrito em 1856).
“Se já houve algum povo que necessitasse de atender ao conselho
da Testemunha Fiel e Verdadeira à Igreja de Laodicéia para que se arrependa
diante de Deus e seja zeloso, este povo
é o que tem, é que não tem vivido segundo os seus altos privilégios e
responsabilidade.” – E.G.W., R & H., 4/ 6/ 1889.
“Pode algum homem examinar minuciosamente a promessa igreja dos
nossos dias e dizer que são chegamos ao tempo de Laodicéia? Não é a voz deste
cristianismo nosso diz: ‘Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta’?
E não é igualmente fato que este mesmo cristianismo nosso é um ‘desgraçado, e
miserável, e pobre, e cego e nu’? Encontraria o ‘Mene, mene, tequel, e parsim’
do palácio de Belsazar melhor aplicação aos pagãos da antiguidade do que esta moderna babilônia cristã.” – J. A Seiss,
The Apocalypse, vol. I, 200, 201.
4. A fraqueza de Laodicéia
a. Nem fria nem quente – Apoc.
3:15, 16.
Twentieth Century New Testament:
“Eu conheço a tua vida; Eu sei que não és nem fria nem quente. Desejaria que
fosses antes fria ou quente! Mas como, por causa da tua mornidão, nem és quente
nem és fria, estou a cuspir-te de minha boca.”
(1) Uma igreja com
pretensão e forma mas sem zelo e fervor.
“A mensagem laodiceana aplica-se ao povo de Deus que professa
crer na verdade presente. A maior parte, são professos mornos, tendo o nome mas
faltando-lhes o zelo... Professam amar a verdade, todavia são deficientes no
fervor e no devotamento cristãos. Não ousam desistir inteiramente e correr o
risco dos incrédulos; não se acham, entretanto, dispostos a morrer para o
próprio eu e seguir exatamente os princípios de sua fé...
“Nem são desinteressados nem egoisticamnete obstinados. Não se
empenham inteiramente e de coração na obra de Deus, identificando-se com seus
interesses; mas se mantêm afastados e estão prontos a deixar seus postos quando
os interesses mundanos pessoais o exijam. Careçam da obra interior da graça no
coração” – 1 TS., pp. 476, 477.
“A igreja em seu estado de mornidão está dividida entre Cristo e
o mundo. Ela é religiosa demais para separar-se inteiramente do nome de Jesus,
e é mundana demais para tomar uma posição firma e unida a Ele. Há muita
pretensão, mas pouco cristianismo genuíno. As obras são abundantes, mas a fé é
escassa; as profissões abundam, mas não há senão muito pouco de vida espiritual
para corresponder. Prazeres mundanos e vidas levianas acham-se intimamente
associadas com a Ceia do Senhor e a assim chamada benevolência cristã” – Taylor
G. Bunch, The Seven Epistles of Christ,
222.
(2) A ofensa da
condição de mornidão da igreja.
“Para o Senhor seria muito mais agradável se estes professos
religiosos em mornidão nunca usassem o Seu nome. Eles são um peso contínuo para
aqueles que seriam fiéis seguidores de Jesus. Eles são uma pedra de tropeço
para os descrentes, os anjos maus exultam a seu respeito e escarnecem dos anjos
de Deus por causa de suas vidas desgraçadas. Isto é uma maldição para a causa,
tanto no lar como fora. Eles se aproximam de Deus com os seus lábios enquanto
que o coração está longe dEle” – 1 T., p. 188.
“Se fosses frio, então haveria alguma esperança de te
converteres, mas quando alguém se cinge de justiça própria em lugar da justiça
de Cristo, o engano é tão difícil de ser visto, e a justiça própria tão dura de
ser abandonada, que o caso é o mais difícil de se decidir. Um pecador sem Deus,
incoverso, está em mais favorável condição do que um tal” 2 T., 176.
“O frio que o Mestre prefere em lugar da mornidão é como o de um
pagão não regenerado que nunca sentiu o toque de uma vida espiritual. Isto não
significa negativamente frio, mas gelado, sem jamais ter sido esquentado ou misturado
com o quente. Cristo prefere que os laodicenses sejam antes cristãos ou pagãos
do que terem compromissos com ambos”. – Taylor G. Bunch, The Seven Epistles of Christ, 221.
(3) Rejeição
e aceitação: a Sacudidura, tempo de experimentação.
“Perguntei a significação da sacudidura que eu vira, e foi-me
mostrada que era determinada pelo testemunho direto contido no conselho da
Testemunha verdadeira à igreja de Laodicéia... Alguns são suportarão este
testemunho direto. Levantar-se-ão contra ele, e isto é o que determinará a
sacudidura entre o povo de Deus.” VE., 174-175.
“Deus conduz avante Seu povo, passo a passo. Leva-os a
diferentes pontos, destinados a manifestar o que está no coração. Alguns
resistem em um ponto, mas caem no seguinte. A cada ponto mais adiante, o
coração é provado um pouco mais de perto. Se o professo povo de Deus verifica
estar o coração contrário a esta penosa obra, isto os deve convencer de que têm
alguma coisa a fazer a fim de vencer, uma vez que não queiram ser vomitados da
boca do Senhor.
“Disse o anjo: ‘Deus operará mais e mais rigorosamente a fim de
experimentar e provar cada um entre Seu povo.’
“Alguns são prontos em receber um ponto; mas quando Deus os leva
a outro ponto difícil, recuam diante dele e ficam para trás, pois acham que
isto golpeia diretamente algum ídolo acariciado. ... Os indivíduos são
experimentados e provados por um espaço de tempo a ver se sacrificarão seus
ídolos e darão ouvidos ao conselho da Testemunha Verdadeira. Caso alguém não
seja purificado pela obediência à verdade, e vença o egoísmo, o orgulho e as
más paixões, os anjos de Deus têm a recomendação: "Estão entregues a seus
ídolos; deixai-os", e eles passarão adiante à sua obra, deixando esses com
seus pecaminosos traços não subjugados, à direção dos anjos maus. Os que
satisfazem em todos os pontos e resistem a toda prova, e vencem, seja qual for
o preço, atenderam ao conselho da Testemunha Verdadeira, e receberão a chuva
serôdia, estando assim aptos para a trasladação.” – 1 TS, 64, 65.
(4) A única
esperança para os laodicenses.
“A única esperança para os laodiceanos é uma clara visão de sua
condição diante de Deus, o conhecimento da natureza de sua enfermidade. Nem são
frios nem quentes; ocupam uma posição neutra e, ao mesmo tempo, lisonjeiam-se
de não necessitar de coisa alguma. A testemunha Verdadeira aborrece essa
mornidão”. – 1 TS., 476.
b. Rica e
enriquecida de bens. Apoc. 3:17
Tradução
de Moffat: “Tu declaras, ‘sou rica, estou prosperando, não tenho falta de
nada!’ – não conhecendo que és uma criatura miserável, desprezível, pobre, cega
e nua.’
Tradução
de Knox: “Sou rica, dizes tu, alcancei o que é meu próprio; nada, agora, me
falta. Contudo, se ao menos reconhecesses isto, que és tu que és miserável! Tu
és mendiga, cega e nua.’
(1) O conceito de satisfação
própria de Laodicéia.
Crê ter
alcançado exaltada condição espiritual
“O povo de Deus é representado na mensagem aos laodiceanos como
em uma posição de segurança carnal. Estão a gosto, acreditando-se em exaltada
condição de consecuções espirituais” – 1 TS., 327.
(2) Defeitos espirituais
deploráveis de Laodicéia
Com falta
das graças da paciência, fé, amor e sacrifício
“Estamos como um povo, triunfando na clareza e força da verdade.
Somos plenamente sustidos em nossos pontos de fé por avassaladora quantidade de claros testemunhos
escriturísticos. Carecemos, muito, porém, da humildade, paciência, fé, amor e
abnegação, vigilância e espírito de sacrifício bíblicos....
“O pecado domina entre o povo de Deus. A positiva mensagem de
repreensão aos laodiceanos não é acatada... Faltam-lhes quase todos os
requisitos necessários ao aperfeiçoamento do caráter cristão” – 1 TS., 328.
Conformidade
com o mundo
“Muitos que professam estar esperando a breve volta de Cristo
estão se conformando com este mundo e procurando mais ansiosamente os aplausos
dos que se acham ao seu redor do que a aprovação de Deus. São frios e formais,
semelhantes às igrejas nominais das quais há pouco tempo se separaram. As
palavras dirigidas à igreja de Laodicéia descrevem perfeitamente a sua condição
atual...
“Muitos destes professos cristãos vestem-se, falam e agem como o
mundo, e a única coisa pela qual podem ser reconhecidos é pela profissão que
fazem. Embora professem estar esperando a Cristo, a sua conversação não está no
céu, mas em coisas terrenas... É evidente que muitos que trazem o nome de
Adventistas estudam mais como enfeitar os seus corpos e parecer bem aos olhos
do mundo, do que o fazem para aprender como conseguir ser aprovados por Deus,
através de Sua palavra”. – PE., pp. 107, 108.
Descanso nas
experiências dos anos passados
“Alguns descansam sobre a experiência que tiveram anos atrás;
mas quando todos deverão ter uma experiência diária, não terão nada para
relatar. Eles parecem pensar que professam a verdade os salvará” – 1 T., 188.
Sentimentos
de satisfação com a luz já recebida
“Não devemos, nem por um momento, pensar que não há mais luz
para nos ser comunicada... Não devemos cruzar nossas mãos complacentemente e
dizer, ‘rico sou e estou enriquecido, e de nada tenho falta’. É um fato termos
a verdade, e devemos apegar-nos tenazmente às posições que não podem se
abaladas; Mas não devemos olhar com suspeitas para qualquer nova luz que Deus
nos possa enviar, e dizer: na verdade,
não podemos achar que precisamos de mais luz além da velha verdade que até aqui
recebemos e na qual estamos fundamentados. É por mantermos esta posição que a
declaração da Testemunha Verdadeira se aplica ao nosso caso nesta repreensão”. –
1 T., pp. 189, 190.
Cobiça, o
maior pecado
“O maior pecado que agora existe na igreja é a cobiça. O egoísmo
do professo povo de Deus O faz carregar o sobrecenho”. – 1 T., 194.
“O espírito mundano, o egoísmo, e a cobiça tem estado a corroer
a espiritualidade e a vida do povo de Deus.
“O perigo do povo de Deus durante alguns anos passados tem sido
o amor do mundo. Disto tem brotado os pecados do egoísmo e da cobiça. Quanto
mais tiram deste mundo, tanto mais aí colocam as suas afeições; e ainda se
esforçam por obter mais...
“Vi que os irmãos que possuem
bens tem uma obra que fazer para se desligarem desses tesouros
terrestres, e vencerem seu amor do mundo. Muitos deles amam este mundo, amam
seu tesouro, mas não estão dispostos a reconhecer isto. Cumpre-lhes ser zelosos e arrependem-se de
sua cobiça egoísta, a fim de que o amor da verdade absorva tudo o mais. Vi que
muitos dos que tem riquezas deixarão de comprar ouro, vestidos brancos e
colírio”. – 1 TS., pp. 40,41.
(3) Os perigos do orgulho e da
auto-suficiência.
“Nada é tão ofensivo a Deus nem tão perigoso para a alma humana
como o orgulho e a presunção. De todos os pecados é o que menos esperança
incute, e o mais irremediável”. – PJ., 154.
c. Cega quanto
à sua deplorável condição.
“Que maior ilusão pode sobrevir ao espírito humano que a
confiança de se acharem justos, quando estão totalmente errados! A mensagem da
Testemunha Verdadeira encontra o povo de Deus em triste engano, todavia
sinceros em seu engano. Não sabem que sua condição é deplorável aos olhos de
Deus. Ao passo que aqueles a quem se
dirige se lisonjeiam de achar-se em exaltada condição espiritual , a mensagem
da testemunha Verdadeira derriba-lhes a segurança com a assustadora acusação de
seu verdadeiro estado de cegueira, pobreza e miséria espiritual...
“Em minha última visão vi que mesmo esta decidida mensagem da
testemunha Verdearia não cumpriu o desígnio de Deus. O povo continua a modorrar
em seus pecados. Continuam a se dizer ricos, e que não necessitam de nada.
Muitos indagam: Por que são feitas tantas reprovações? Por que nos acusam
continuamente os Testemunhos de desvios da fé e de ofensivos pecados ? Nós
amamos a verdade; estamos prosperando; não temos necessidade desses testemunhos
de advertência e reprovação”. – 1 TS., pp. 327-329.
“A inteligência e as riquezas da terra eram impotentes para
remover os defeitos da igreja de Laodicéia, ou remediar-lhe a deplorável
condição. Eram cegos, não obstante achavam que estavam bem. O Espírito de Deus
não lhes iluminava a mente, e não percebiam sua pecaminosidade; não sentiam,
portanto, necessidade de auxílio.
“Estar sem as graças do Espírito de Deus é realmente triste;
mais terrível condição, porém, é estar assim destituído de espiritualidade e de
Cristo, e ainda buscar justificar-nos dizendo aos que se sobressaltam por nós
que não necessitamos de seus temores nem piedade. Temível é o poder da ilusão
própria no espírito humano! Que cegueira! Tomar a luz por trevas e as trevas
por luz!” – 1 TS., 477.
“Não há mais forte ilusão
a enganar a mente humana do que a que faz crer que são justas, e que Deus aceita
suas obras quando estão pecando contra Ele. Tomam a forma de piedade pelo
Espírito e poder da mesma. Julgam-se ricos, e que de nada tem falta, quando são
pobres, miseráveis, cegos e nus, carecidos de tudo” – 1 TS., 158.
d.
Erroneamente toma atividade por piedade
“É então Laodicéia uma vítima de alucinações espirituais?
Pensamos que não. ... Qual, então, é a razão por que Deus, contemplando a
condição da igreja de Laodicéia, vê uma coisa, enquanto que Laodicéia,
considerando sua própria situação, vê uma condição inteiramente diferente? A
razão está no fato de que Deus e Laodicéia estão olhando na realidade duas
coisas diferentes. Ela inclina-se a olhar as suas realizações, que são bem
consideráveis. Pensa nos seus missionários nos confins da terra. Evoca os
hospitais e dispensários que sua riqueza edificou e que sua generosidade
mantém. Ela contempla as escolas, colégios e faculdades em que se propõe a
guiar sua juventude no caminho do que é direito. Conta suas publicadoras e
editoras, estabelecidas para iluminar o mundo. Lembra-se das imponentes casas
de culto, construídas em muitas cidades de muitos países. Conta o seu corpo ce
membros e examina as suas ofertas. Seus pensamentos recuam para o princípio
humilde e esquadrinham com orgulho inconsciente e sutil os anos de crescimento,
de progresso, de expansão. É um quadro esplêndido. Laodicéia é feliz, é
complacente. Tem uma doutrina infalível, uma organização competente, uma
mensagem triunfante.” – Gwynne Dalrymple, ‘The Church of Laodicea’, Signs of
the Times, 4/11/1933.
“Na opinião dos rabinos, o mais alto grau da religião
mostrava-se por contínua e ruidosa atividade. Dependiam de alguma prática
exterior para mostrar sua superior piedade. Separavam assim sua alma de Deus,
apoiando-se em presunção. O mesmo perigo existe ainda hoje. À medida que
aumenta a atividade, e os homens são bem-sucedidos em realizar alguma obra para
Deus, há risco de confiar em planos e métodos humanos. Vem a tendência de orar
menos e ter menos fé. Como os discípulos, arriscamo-nos a perder de vista nossa
dependência de Deus, e fazer de nossa atividade um salvador.” – DTN, 362.
5. O conselho
de Deus a Laodicéia
a. Adquirir
riquezas verdadeiras de Deus – Apoc. 3:18
Tradução
de Knox: “E o Meu conselho para ti é que compres de Mim o que necessitas;
ouro, provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te
vistas e cubras a vergonha da tua nudez; colírio, também, para os teus olhos,
para lhe restaurares a visão.”
(1) Ouro
provado no fogo: Tia. 2:5; Gál. 5:6; TM., 149; 5 T., 168
“O ouro provado no fogo é a fé que opera por amor. Somente isto
nos pode pôr em harmonia com Deus.” – PJ., 158.
“Os laodiceanos vangloriam-se de um profundo conhecimento da
verdade bíblica, uma profunda visão nas Escrituras. Eles não são totalmente
cegos, se assim fosse, o colírio não teria nenhum valor para lhes restaurar a
visão, e capacitá-los a discernir os verdadeiros atributos de Cristo. ... O
olho é a consciência sensível, a luz interior da mente. ... O ‘colírio’, a
Palavra de Deus, que faz doer a consciência ao ser aplicada; pois convence do
pecado. Mas a dor é necessária para que a cura possa vir em seguida.” – Ellen
G. White, R & H, 3/11/1897.
“... O colírio é aquela sabedoria e graça que nos habilitam a
distinguir entre o mal e o bem, é perceber o pecado sob qualquer disfarce.” 1
TS., 476.
6. A mensagem de reprovação de Laodicéia é uma mensagem de amor –
Apoc. 3:19.
Tradução
de Weymouth:
“A todos quantos prezo, Eu repreendo e castigo, para assim estar arrependido e
zeloso.”
Tradução
de Knox: “São aqueles que Eu amo que repreendo e castigo; incendeio a tua
bondade e arrependimento.”
a. A necessidade de Laodicéia é reconhecer a sua verdadeira condição
e arrepender-se.
“A única esperança para os laodiceanos é uma clara visão de sua
condição diante de Deus, o conhecimento da natureza de sua enfermidade. ...
Eram cegos, não obstante achavam que estavam bem. O Espírito de Deus não lhes
iluminava a mente, e não percebiam sua pecaminosidade; não sentiam, portanto,
necessidade de auxílio.” – 1 TS., pp. 476, 477.
“... A mensagem da Testemunha Verdadeira encontra o povo de Deus
em triste engano, todavia sincero nesse engano. Eles não sabem que sua condição
é deplorável à vista de Deus. ...
“... Necessitam de profunda e completa obra de humilhação de si
mesmos diante de Deus, antes de experimentarem sua verdadeira necessidade de
diligente, perseverante esforço para obter as preciosas graças do Espírito.” –
1 TS., pp. 327, 328.
b. O objetivo da mensagem de Laodicéia: causar arrependimento
O objetivo da mensagem de Laodicéia não é condenar, mas salvar. É uma
mensagem de reprovação, mas o objetivo da repreensão é trazer a igreja ao lugar
em que se arrependa e se salve.
“Está destinada a despertar o povo de Deus, a descobrir-lhe a
sua apostasia, e levar a zeloso arrependimento, para que possa ser agraciado
com a presença de Jesus, e reprovado para o alto clamor do terceiro anjo.” – 1
T., 186.
c. A repreensão de Laodicéia é fruto do espírito de amor: Heb.
12:5,6; Isa. 26:9.
“A mensagem de Laodicéia apresenta um quadro bem negro da igreja
da atualidade e seria desesperador, desalentador se não fosse o fato de que a
reprovação fosse uma reprovação de amor. A mensagem de Laodicéia é uma mensagem
que provém dAquele que muito ama a humanidade. Nela se faz uma grande diferença
entre ser uma reprovação expressa em ira e amor, ter como objetivo ferir e
destruir, ou sarar e restaurar. Aqueles que usam a mensagem de Laodicéia para
acusar e desencorajar, estão-lhe fazendo um uso totalmente errado. Jesus somente
reprova e castiga os laodiceanos porque eles Lhe são muito caros.” – Taylor G. Bunch, The Seven Epistles o Christ, pp.
242, 243.
d. Os ministros que foram impulsionados pelo espírito de amor
proclamarão esta mensagem.
“Os ministros que pregam a verdade presente não devem
negligenciar a solene mensagem dirigida aos laodiceanos. ...” – 1 TS., 332.
“Esta mensagem deve ser levada pelos servos de Deus à igreja
morna....
“O povo de Deus precisa ver os seus erros e despertar num zeloso
arrependimento. ... A Testemunha Verdadeira precisa viver na igreja. Somente
isto responde à mensagem dos laodiceanos.” – 3 T., pp. 259, 260.
e. As pessoas que são impelidas pelo espírito de amor aceitarão esta
mensagem.
“É fácil aceitar reprovação e até severa disciplina se aquele
que as administra é controlado não pela ira ou inveja mas por um amor que
sempre age em favor dos melhores desejos daquele que é reprovado. A reprovação
de genuíno amor desperta uma resposta de amor no coração daquele que ofende,
pois amor sempre gera amor.” – Taylor
G. Bunch, The Seven Epistles o Christ,
p. 243.
“Esta apreensiva mensagem fará sua obra. ... Quando esta
mensagem atinge o coração, ela conduz a uma profunda humilhação diante de
Deus.” – T., 186.
7. Cristo à
porta do coração: Apoc. 3:20.
a. O gracioso convite de Cristo
“Oh! quão preciosa esta promessa, ao ser-me mostrada em visão!
"Entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo." Apoc. 3:20.
Oh! o amor, o assombroso amor de Deus! Depois de toda a nossa mornidão e
pecado, Ele diz: "Volta para Mim, e Eu voltarei para ti, e sararei todas
as tuas apostasias." Isto foi repetido pelo anjo várias vezes.” – 1 TS.,
42.
b. Cada advertência, reprovação ou rogo é uma batida na porta.
“Toda advertência, reprovação e súplica, transmitida pela
Palavra de Deus ou por Seus mensageiros, é uma batida na porta do coração. É a
voz de Jesus que solicita entrada.” – DTN., 489, 490.
c. Cristo não forçará entrada.
“Cristo nunca força a Sua companhia junto de ninguém.
Interessa-Se pelos que dEle necessitam. Com prazer penetra no mais modesto lar,
e anima o mais humilde coração. Mas se os homens são demasiado indiferentes
para pensar no Hóspede celestial, ou pedir-Lhe que neles habite, Ele passa.” –
DTN., 800.
d. Os obstáculos devem ser removidos.
“Vi que muitos têm tanto lixo acumulado à porta do coração, que
não a podem abrir. Alguns têm desinteligências a remover entre eles e os
irmãos. Outros têm mau gênio, ambição egoísta para afastar antes de poderem
abrir a porta. Outros rolaram o mundo para a porta do coração, e isso também a
impede de ser aberta. Todo esse entulho deve ser removido, e então poderão
abrir a porta e dar aí as boas-vindas ao Salvador.” – 1 TS., 42.
e. O poder de um coração entregue
“Quando a alma se rende inteiramente a Cristo, novo poder toma
posse do coração. Opera-se uma mudança que o homem não pode absolutamente
operar por si mesmo. É uma obra sobrenatural introduzindo um sobrenatural
elemento na natureza humana. A alma que se rende a Cristo, torna-se Sua
fortaleza, mantida por Ele num revoltoso mundo, e é Seu desígnio que nenhuma
autoridade seja aí conhecida senão a Sua. Uma alma assim guardada pelos seres
celestes, é inexpugnável aos assaltos de Satanás.” – DTN., 324.
f. A alegria e paz do companheirismo com Cristo – João 14:27; Isa.
26:3; Mat. 11:28; Rom. 14:17.
8. A promessa ao vencedor: Apoc. 3:21; Ezeq. 21:27; Isa. 9:7; Mat.
25:31; Luc. 1:32;33; Isa. 52:1,2; II Tim. 4:8.
Tradução
de Knox: “Quem ganha a vitória? Eu lhes concederei partilhar Comigo o Meu
trono; também Eu ganhei a vitória e agora Me assento partilhando o trono de Meu
Pai.”
Tradução
de Weymouth:
“Ao que vencer lhe darei o privilégio de assentar-se ao Meu lado no Meu trono,
como também Eu ganhei a vitória e Me assentei ao lado de Meu Pai no Seu trono.”
Twentieth Century New Testament:
“Assim para aquele que vencer lhe concederei o direito de assentar-se ao Meu
lado no Meu trono, exatamente como, quando Eu venci, tomei o Meu assento ao
lado de Meu Pai no Seu trono.”
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